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UE pode punir mais autoridades russas com sanções

11:00 | 14/04/2014
Ministros de Relações Exteriores da Europa podem expandir ainda hoje a lista de autoridades na Rússia atingidas por sanções, como congelamento de ativos e a proibição de viajar a países europeus, segundo o texto de um comunicado provisório ao qual o Wall Street Journal teve acesso. O texto, porém, indica que os ministros podem aguardar até uma reunião prevista para quinta-feira (17), em Genebra, com a participação de chanceleres dos EUA, Rússia, Ucrânia e de Catherine Ashton, chefe de política exterior da União Europeia.

Ainda de acordo com o esboço, autoridades europeias vão alertar Moscou que "quaisquer passos adicionais da Rússia para desestabilizar" a Ucrânia vão levar a "consequências adicionais e de longo alcance" em várias áreas econômicas. Mas o texto deixa claro que os dirigentes da UE ainda estão trabalhando na próxima fase das sanções e não estão prontos para ações imediatas.

O esboço sugere também que os ministros podem chegar a um acordo já no próximo mês sobre uma operação formal para ajudar a polícia e os esforços anticorrupção da Ucrânia, e que vão buscar assinar um amplo pacto comercial e político com Kiev após a realização da eleição presidencial do país, marcada para 25 de maio.

Os chanceleres culparam hoje a Rússia pelos conflitos mais recentes na Ucrânia. No fim de semana, manifestações pró-Moscou se espalharam pelo leste ucraniano à medida que homens armados e trajados com uniformes de estilo militar ocuparam mais prédios do governo.

"O que aconteceu na Ucrânia nas últimas 48 horas foi claramente uma nova escalada da crise na Ucrânia e isso é muito perigoso porque, obviamente, pode levar a novas medidas a serem tomadas por ambos os lados", comentou o chanceler britânico, William Hague.

No esboço, os ministros europeus pedem também que a Rússia negocie as condições de preço e de fornecimento do gás que vende à Ucrânia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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