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Ucrânia diz operação militar começou no leste do país

07:45 | 15/04/2014
A operação militar ucraniana que visa retomar o controle em cidades no leste do país começou nesta terça-feira, disse o presidente interino Oleksandr Turchynov. Segundo o líder, a operação "antiterrorista" começou na região de Donetsk, onde está localizada a maioria das cidades tomadas por forças pró-Russia. Mas não houve relatos imediatos de ação específica.

"Durante a noite, uma operação antiterrorista começou no norte de Donetsk. Mas ela será gradual, responsável e equilibrada. A finalidade das ações, repito mais uma vez, é a de proteger os cidadãos da Ucrânia", disse o presidente ao Parlamento da Ucrânia, de acordo com a agência de notícias Interfax.

As manifestações representam um grande desafio para as novas autoridades de Kiev. O exército do país é mal equipado para enfrentar as forças pró-Moscou, que levantaram barricadas no interior de edifícios nos centros das cidades da região leste da Ucrânia. A área já fora o reduto de apoio ao presidente deposto Viktor Yanukovich.

Em Slovyansk, considerada como uma cidade crucial na recente onda de manifestações, não havia nenhum sinal de militares ucranianos e o clima permanecia calmo, embora muitas lojas estivessem fechadas. Um homem que guarda uma barricada do lado de fora do principal posto de polícia da cidade, que foi tomado no fim de semana, disse que os manifestantes estavam preparados para qualquer ataque.

"Se eles atacarem, vamos combatê-los", disse o homem, que se identificou apenas como Denis.

Perto dali, quatro homens em uniformes camuflados que portavam armas de fogo, patrulhavam as ruas. Repórteres que tiraram fotos dos militantes foram ordenados a apagar os cartões de memória de suas câmeras e a deixar a área.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que qualquer uso da força por parte do governo da Ucrânia para reprimir as agitações no leste podem inviabilizar as próximas negociações em Genebra, agendadas para quinta-feira, entre os EUA, a Rússia, a Ucrânia e a União Europeia.

"É inaceitável usar a força para resolver a situação atual no sudeste da Ucrânia. Começar o trabalho sobre a reforma constitucional genuína, que atenderá os interesses de absolutamente todas as regiões da Ucrânia, deve tornar-se a chave para resolver a crise", disse o ministro em uma entrevista coletiva em Pequim, segundo a agência de notícias Interfax. Fonte: Dow Jones Newswires.

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