PUBLICIDADE
Notícias

Putin liga para Obama e discorda sobre Ucrânia

22:30 | 14/04/2014
O presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversaram pela primeira vez em mais de duas semanas, mas mostraram poucos sinais de um acordo sobre a situação na Ucrânia nesta segunda-feira.

Em comunicado, a Casa Branca disse que a Rússia deu início à ligação telefônica e que Obama enfatizou que todas as forças irregulares na Ucrânia devem abaixar as armas. Ele pediu que Putin use sua influência para convencer os grupos armados pró-Rússia a deixarem os prédios que cercaram.

Já o Kremlin, em sua versão do evento, afirmou que Putin disse a Obama que as reportagens sobre interferência russa na Ucrânia são "baseadas em informações não confiáveis". Putin também insistiu que Obama desencoraje o governo ucraniano a usar a força contra esses manifestantes.

Os dois lados sugeriram que manteriam os planos de continuarem as negociações na quinta-feira, em Genebra, quando representantes dos EUA, Rússia, Ucrânia e da Europa se encontrarão.

Obama disse a Putin, segundo a Casa Branca, que a solução diplomática continua a ser sua opção preferida, mas que "ela não pode suceder em um ambiente de intimidação militar da Rússia nas fronteiras da Ucrânia, provocação armada e uma escalada na retórica por funcionários do Kremlin".

O porta-voz da Casa Branca Jay Carney disse que os norte-americanos estão "ativamente avaliando" o que está ocorrendo no leste da Ucrânia e quais transgressões a Rússia pode ter cometido. "Nós estamos trabalhando com nossos parceiros e avaliando nós mesmos que resposta podemos escolher", disse.

Os dois presidentes conversaram pela última vez em 28 de março. Desde então, forças pró-Rússia invadiram e ocuparam escritórios do governo ucraniano, delegacias e um pequeno aeroporto no leste da Ucrânia. "A evidência é forte de que a Rússia está apoiando e está envolvida nesses esforços", disse o porta-voz da Casa Branca.

No entanto, ainda não está claro se os EUA planejam responder com mais punições econômicas contra a Rússia. Fonte: Associated Press.

TAGS