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Missão diz que 8% de arsenal químico continua na Síria

15:40 | 27/04/2014
A diplomata que lidera a missão internacional para livrar a Síria das armas químicas, Sigrid Kaag, pediu neste domingo que o regime do presidente Bashar Assad remova o que restou do perigoso arsenal de seu território, para que os órgãos de fiscalização possam destruí-los até 30 de junho.

Hoje termina o prazo para a Síria transportar cerca de 1.290 toneladas de material do seu programa de armas químicas para o porto de Latakia, onde serão carregadas em navios internacionais para destruição no mar. Contudo, cerca de 8% do arsenal continua no país, estocado em uma instalação que a Síria afirma apresentar riscos de segurança.

"Isso deve ser removido no período de tempo mais curto, apesar da difícil situação de segurança", disse Sigrid Kaag, que coordena uma missão conjunta da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPCW, em inglês), em Damasco.

"A missão espera que, tendo chegado tão perto de cumprir a data estipulada para remoção do material químico, a República Árabe da Síria tomará o último passo em breve", acrescentou ela.

A diplomata observou que a Síria já desativou todo o equipamento para produção de material químico, o que impedirá a fabricação de novas armas. As negociações ainda estão em andamento sobre como destruir 12 das unidades de produção, incluindo os túneis e os hangares.

Damasco propôs medidas como a vedação das portas, enquanto os Estados Unidos e outros países pedem ações como soterrar as instalações para que não sejam usadas no futuro. Embora o material químico esteja perto de ser completamente retirado, restam incertezas sobre o programa de armas químicas.

Uma equipe técnica da OPCW está trabalhando para garantir que a Síria incluiu tudo o que deveria na descrição, ou "declaração", do programa submetido à organização. Qualquer revelação de que o país intencionalmente omitiu químicos perigosos será condenada pelos países do Ocidente. Fonte: Associated Press.

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