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Foram contabilizados mais de 130 mortos

Mais de 350 passageiros eram estudantes em viagem de férias, acompanhados por uma dezena de professores

10:09 | 23/04/2014
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Uma semana após o naufrágio da "Sewol", uma balsa sul-coreana com centenas de passageiros a bordo, foram recuperados mais de 130 cadáveres, enquanto mais de 160 pessoas, em sua maioria adolescentes, seguem desaparecidas, uma espera que prolonga a agonia dos pais.

Os familiares dos desaparecidos se reúnem desde a manhã no porto de Jindo, a ilha vizinha ao local da catástrofe, e ali esperam a chegada dos barcos de resgate que, em intervalos cada vez mais frequentes, desembarcam os cadáveres que vão sendo recuperados.

Segundo o balanço divulgado nesta quarta-feira, os mergulhadores recuperaram 136 corpos, restando 166 pessoas desaparecidas, certamente mortas. A balsa, que transportava 476 pessoas a bordo, naufragou na quarta-feira, 16 de abril, às 09h00 da manhã local, em frente à costa meridional da Coreia do Sul quando se dirigia à ilha turística de Jeju. Mais de 350 passageiros eram estudantes em viagem de férias, acompanhados por uma dezena de professores.

Eles frequentavam a escola Danwon, em Ansan, uma cidade localizada ao sul de Seul. Todo o país está de luto.

Cerca de 280 estudantes morreram ou desapareceram no acidente. O diretor-adjunto da escola, que sobreviveu ao naufrágio, se suicidou dois dias depois.

O estabelecimento montou um memorial em seu ginásio: cestas com crisântemos brancos, amarelos e verdes cercam os retratos de 22 jovens, cujos funerais já foram realizados.

Acima das flores, um cartaz diz: "rezamos pelas almas dos que se foram".

 

AFP

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