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Em mensagem de Páscoa, Francisco pede fim de conflitos no mundo

10:51 | 20/04/2014
No discurso no Vaticano, papa expressou preocupação com violência na Ucrânia, Síria, República Centro-Africana, no Sudão do Sul e na Venezuela. E ressaltou a mensagem de amor ao próximo marcada por Cristo ressucitado. Em sua mensagem de Páscoa pronunciada neste domingo (20/04) no Vaticano, o papa Francisco apelou para que tenham fim as velhas e novas hostilidades. Referindo-se às tensões na Ucrânia, ele exortou todos os envolvidos a encontrar uma solução através de negociações, com o auxílio da comunidade internacional. O pontífice dirigiu-se também às partes em conflito na Síria, para que coloquem fim à violência, sobretudo contra a população civil. Ao mesmo tempo, expressou aos cerca de 100 mil fiéis reunidos da Praça de São Pedro a esperança de que as negociações de paz entre israelenses e palestinos terão resultado positivo. Sobre a onda de perseguição a cristãos, Francisco lamentou os atentados contra igrejas na Nigéria, assim como os sequestros de padres e bispos em diversos locais. Ele ainda chamou, expressamente, a atenção para a violência da República Centro-Africana, no Sudão do Sul e na Venezuela. "Bom almoço" O papa lembrou que a boa nova do Cristo ressuscitado na Páscoa "é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro, é permanecer junto de quem a vida feriu, é partilhar com quem não tem o necessário, é ficar ao lado de quem está doente, é idoso ou excluído". Durante a missa na Praça São Pedro, Francisco rezou para que o Senhor ressuscitado ajude a humanidade a vencer a chaga da fome, agravada pelos conflitos e por um desperdício imenso de que muitas vezes somos cúmplices, assim como para proteger os indefesos, sobretudo as crianças, as mulheres e os idosos, por vezes objeto de exploração e de abandono. Ao fim da cerimônia do Domingo de Páscoa, o papa argentino de 77 anos concebeu a tradicional benção Urbi et Orbi (à cidade de Roma e ao mundo). Como no ano anterior, ele abriu mão das saudações pascais em diversos idiomas, como era hábito de seus antecessores, João Paulo 2º e Bento 16. Em vez disso, Francisco se despediu singelamente, desejando "bom almoço", antes de atravessar, no papamóvel aberto, a multidão reunida na praça. AV/dpa/kna/epd

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