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Provocações vão levar a maior isolamento da Rússia, alerta Obama

12:43 | 17/03/2014
Presidente americano impõe nova série de sanções contra envolvidos na crise da Crimeia. Entre os afetados, altos funcionários do governo russo e autoridades pró-Moscou da península. Os Estados Unidos impuseram nesta segunda-feira (17/03) mais uma série de sanções contra autoridades russas, e o presidente Barack Obama alertou que, se a intervenção de Moscou na Crimeia continuar, novas medidas serão tomadas. "Vamos continuar a deixar claro que mais provocações não vão levar a nada, senão a um maior isolamento da Rússia e a uma diminuição de seu espaço no mundo", disse Obama. "Se a Rússia continuar a interferir na Ucrânia, estaremos preparados para impor mais sanções." As medidas aprofundam aquele que é tido como o maior desentendimento entre Washington e Moscou desde o fim da Guerra Fria, e chegam um dia após a Crimeia decidir, através de um referendo, sobre sua adesão à Rússia. A votação foi considerada ilegítima pelo Ocidente. As sanções americanas afetam sete altos funcionários do governo de Moscou e quatro cidadãos ucranianos, entre eles o presidente deposto Viktor Yanukovytch. O presidente russo, Vladimir Putin, não foi sancionado é raro que os EUA apliquem tal medida contra um chefe de Estado. Os sancionados tiveram quaisquer propriedades, bens ou rendimentos nos Estados Unidos bloqueados. Na lista estão também o vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Rogozin, e vários líderes de alto escalão do Parlamento russo, além de assessores de Putin. Rogozin ironizou a decisão da Casa Branca: "Camarada Obama: o que o senhor vai fazer contra aqueles que não têm contas ou propriedades no exterior? Ou o senhor não pensou nisso?" escreveu Rogozin no Twitter. Na Crimeia, os alvos das sanções são o autonomeado primeiro-ministro Serguei Aksyonov e Vladimir Konstantinov, presidente do Parlamento da península. Ambos são pró-Moscou. Também nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da União Europeia concordaram em sancionar 21 russos e ucranianos considerados responsáveis pela instabilidade na Crimeia. O bloco decidiu restringir os vistos e congelar os bens em território comunitário dos envolvidos.

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