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Observadores da OSCE iniciam missão na Ucrânia

13:29 | 23/03/2014
Meta da operação é investigar intervenções externas e contribuir para distensão da crise acirrada pela anexação da Crimeia. Ocidente segue condenando investida de Putin na península, enquanto Rússia consolida ocupação. Observadores da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) iniciaram neste domingo (23/03) sua missão na Ucrânia. Uma primeira equipe de 40 especialistas chegou ao país na véspera, depois que a Rússia abriu mão de sua resistência quanto ao envio de especialistas da organização. A OSCE vai analisar a distensão da crise na Ucrânia, fiscalizar se a proteção das minorias está garantida e se há sinais de intervenções externas. No entanto, os peritos não terão acesso à Crimeia, considerada território russo após a anexação. Enquanto isso, vários países do Ocidente seguem condenando a investida de Putin na península. O governo em Kiev e as potências ocidentais temem que, após a anexação da península no Mar Negro, Moscou também possa ter pretensões territoriais sobre o leste da Ucrânia. O presidente Vladimir Putin, no entanto, declarou estar satisfeito com a adesão da Crimeia à Federação Russa. A OSCE pretende inicialmente enviar à zona de conflito cerca de 100 observadores civis, elevando esse número até 400, se necessário. A Alemanha colocou um máximo de 20 peritos à disposição. Com sede em Viena, a OSCE tem sua origem na Guerra Fria. Ela é a sucessora da CSCE, criada em 1975, e recruta seus especialistas entre os 57 países-membros, entre os quais constam também a Rússia e Ucrânia. A Suíça ocupa atualmente a presidência rotativa da organização. Rússia consolida anexação A situação na Crimeia permanece tensa. A Rússia assumiu oficialmente o controle militar e consolida a ocupação da região. A base ucraniana de Belbek, uma das últimas na península, foi tomada presumivelmente por tropas russas, após semanas de cerco. Na versão do premiê da Crimeia, Serguei Aksyonov, entretanto, a base aérea, próxima à importante cidade portuária de Sebastopol, teria sido "libertada por tropas estrangeiras". Segundo o Ministério da Defesa em Moscou, encontram-se sob comando russo uma grande parte das instalações militares da península, a frota ucraniana e também o único submarino do país. Porém, menos de 2 mil dos 18 mil soldados ucranianos estão dispostos a se retirar da Crimeia. Os Estados Unidos exigiram que Moscou discuta com Kiev a segurança dos soldados ucranianos na Crimeia. "Relatos sobre ataques continuados contra pessoal e instalações militares ucranianos demonstram quão perigosa é a situação criada pela Rússia", comentou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Laura Lucas Magnuson. Os relatos "também desmentem a afirmativa do presidente Putin de que a intervenção militar da Rússia na Crimeia teria levado mais segurança a essa parte da Ucrânia", completou Magnuson, em entrevista neste sábado à CNN. Em encontro com o premiê da Ucrânia, Arseniy Yatsenyuk, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, criticou em Kiev o fato de a crise da Crimeia evocar o perigo de uma nova divisão da Europa. Steinmeier considera também a presença dos observadores da OSCE no país como um progresso. "Não é a solução política, mas pode contribuir para que as tensões aqui não redundem em choques e derramamento de sangue." AV/dpa/afp

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