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Ministros da UE avaliam imposição de sanções à Rússia

11:00 | 03/03/2014
Os ministros de Relações Exteriores da União Europeia (UE) condenaram por unanimidade o envio de tropas militares russas para a península ucraniana da Crimeia, o que sugere que é improvável que sanções sejam impostas imediatamente a Moscou, mas que a medida pode ser tomada se a Rússia não mudar o curso de suas ações.

Ministros dos 28 países do bloco realizam uma reunião de emergência sobre a Ucrânia nesta segunda-feira para discutir o que o ministro de Relações Exteriores alemão Frank-Walter Steinmeier chamou de "a mais dramática crise europeia" desde o fim da Guerra Fria. "O perigo de uma nova cisão na Europa é, mais uma vez, real", afirmou ele.

O ministro de Relações Exteriores da Irlanda, Eamon Gilmore disse que sanções contra a Rússia são uma "opção" que será discutida. Vários outros ministros, porém, advertiram que o foco agora deve ser a diplomacia e o estabelecimento de um diálogo direto entre a Rússia e o novo governo ucraniano com o objetivo de aliviar a situação.

Segundo o ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel Garcia-Margallo, já há discussões sobre a realização de uma reunião de emergência com os líderes da UE na quinta-feira.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que os chefes de Estado da UE devem ser reunir "muito em breve" para discutir a situação e chegar a uma "resposta comum". Um funcionário da UE, que pediu anonimato, disse que o encontro deve acontecer ainda nesta semana, embora ainda não tenha sido confirmado.

Em Berlim, Barroso disse que a Europa deve fazer "tudo o que puder para evitar a intensificação" da crise. Ele afirmou que a UE deve continuar a oferecer à Ucrânia ligações economias e políticas mais próximas, o que incluiria um acordo de livre-comércio mais amplo. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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