PUBLICIDADE
Notícias

Obama pede união e fala de recuperação econômica

16:08 | 21/01/2013
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou em seu discurso de posse que a recuperação econômica no país já começou e pediu união entre os norte-americanos para explorar as possibilidades de seu segundo mandato. O discurso, pautado pelo patriotismo e pela igualdade, ocorreu logo após Obama ter jurado "preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos".

O discurso de Obama foi genérico, sem dar maiores detalhes sobre novas políticas para os próximos quatro anos, conforme era esperado. Sempre reforçando a igualdade e a união, Obama citou a Declaração de Independência do país, dizendo que "todos os homens foram criados iguais". "Não podemos ser bem-sucedidos se poucos se derem bem e muitos estiverem mal", afirmou. "Vamos aproveitar este momento juntos."

Entre as perspectivas para o próximo mandato, o presidente reeleito afirmou que será preciso fazer escolhas difíceis para cortar gastos na área da saúde e reduzir o déficit, além de renovar o sistema de impostos e a educação. "Nós entendemos que programas ultrapassados são inadequados para as necessidades do nosso tempo", disse.

Obama não fez referência a assuntos esperados, como o tiroteio ocorrido no mês passado em Connecticut, que levou a questão do controle de armas ao topo das suas prioridades, ou o debate sobre a elevação do teto da dívida. Ele também não falou de forma específica da volta de tropas norte-americanas do Afeganistão, mas afirmou que uma década de guerra está chegando ao fim e que, após serem testados por crises que comprovaram a resiliência dos norte-americanos, a recuperação econômica começou.

Ele também falou brevemente sobre imigração, dizendo que é preciso achar um jeito "melhor de receber os esperançosos imigrantes que ainda veem os EUA como uma terra de oportunidades".

Os EUA, segundo Obama, continuarão sendo âncora de fortes alianças em todo o mundo e vão responder à ameaça de mudança no clima. "Vamos apoiar a democracia da Ásia até a África, das Américas até o Oriente Médio, porque nossos interesses e nossa consciência nos compele a agir em favor daqueles que buscam a liberdade", disse.

O dia de festividades, paradas, bailes e solenidades marcou o início do segundo mandato de quatro anos de Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O político que começou sua carreiro como líder comunitário em Chicago e professor de direito constitucional e se tornou o político mais importante do mundo enfrenta um país marcado pelas diversidades partidárias, uma economia ainda fraca e uma série de desafios no exterior.

Em cerimônias breves no domingo, com a família reunida na Casa Branca, Obama fez seu juramento de posse pouco antes do meio-dia, como exigido pela lei. Com sua mão esquerda sobre a bíblia da família, segurada pela primeira-dama, Michelle Obama, o 44º presidente dos Estados Unidos ergueu sua mão direita e repetiu as mesmas palavras lidas em voz alta pelo presidente do Supremo Tribunal de Justiça, John Roberts.

A posse íntima atendeu a uma exigência legal de que os presidentes assumam o cargo, oficialmente, no dia 20 de janeiro. Como a data caiu no domingo neste ano, as cerimônias púbicas que cercam o início do mandato presidencial foram transferidas para segunda-feira, o que, neste ano, coincide com o aniversário de Martin Luther King, líder na luta pelos direitos civis.

Os eventos desta segunda-feira parecem não ter tido a mesma efervescência de quatro anos atrás, quando 1,8 milhão de pessoas estiveram no centro de Washington para a posse de Obama. As autoridades esperam uma multidão entre 500 mil e 700 mil nesta segunda-feira. As informações são da Associated Press.

TAGS