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Militares matam terroristas e retomam usina de gás na Argélia

13:34 | 19/01/2013
Exército argelino invadiu unidade. Antes da operação, sete reféns estrangeiros teriam sido executados pelos sequestradores. Central estava tomada desde quarta-feira por islamistas. Drama terminou com dezenas de mortos. O Exército argelino invadiu neste sábado (19/01) a central de exploração de gás localizada numa área desértica próxima a cidade de In Amenas, no sudeste da Argélia, dando um fim sangrento à crise com reféns. A unidade estava tomada desde quarta-feira por um grupo islamista fortemente armado. Todos os 11 terroristas foram mortos, segundo a agência de notícias argelina APS. Antes, os sequestradores haviam executado sete reféns estrangeiros que ainda eram mantidos no complexo. Respondendo a críticas do Ocidente às operações militares, o Exército da Argélia afirmou que sua ação preveniu "um massacre real". Um grupo de homens fortemente armados havia invadido a usina na quarta-feira, fazendo reféns. A central é explorada pela empresa britânica BP, juntamente com a norueguesa Statoil e a argelina Sonatrach. Os islamistas exigiam, entre outras coisas, o fim das operações militares internacionais no Mali, lideradas pela França. Na quinta-feira, os militares haviam feito um primeiro assalto ao complexo. Execuções Segundo informações do jornal El Watan, os sequestradores começaram a executar os reféns na manhã de sábado. O Exército invadiu, então, a central, encontrando os sete estrangeiros mortos três belgas, dois norte-americanos, um britânico e um japonês. Segundo a estação de rádio Chaine 3, os sequestradores tentaram na sexta-feira incendiar uma parte do complexo, tendo sido impedidos por soldados e trabalhadores da usina. A empresa estatal de petróleo e gás Sonatrach afirmou que os islamistas tinham colocado uma série de minas no complexo. Corpos carbonizados O número exato de mortos entre terroristas e funcionários estrangeiros e argelinos da central permanecia ainda desconhecido na tarde deste sábado. Mais cedo, forças especiais do Exército argelino haviam encontrado na unidade 15 corpos carbonizados. No mesmo dia, outros 16 reféns estrangeiros também conseguiram ser libertados, segundo uma fonte próxima às equipes que estavam no local, entre eles, dois norte-americanos, dois alemães e um português. Relatos anteriores haviam divulgado um número de reféns mortos entre 12 e 30, com possivelmente dezenas de estrangeiros, entre eles, cidadãos de países como Noruega, Japão, Reino Unido e EUA. O ministro britânico do Exterior, William Hague, afirmou que dez cidadãos do Reino Unido continuam "desaparecidos e em perigo", admitindo que o país deve se preparar para "continuar a receber más notícias" em relação à crise de reféns na Argélia, depois do assalto final das forças militares argelinas. Centenas de operários conseguiram escapar na quinta-feira, quando o Exército argelino lançou uma primeira operação de resgate. Segundo a agência APS, 12 reféns e 18 terroristas morreram durante a intervenção. ONU condenou tomada de reféns O Conselho de Segurança condenou o ataque e a tomada de reféns no complexo de gás por militantes islâmicos. Em declaração divulgada na noite de sexta-feira, o Conselho ressaltou que os terroristas, ligados à rede Al Qaeda, e seus ajudantes devem ser levados à Justiça. O Conselho expressou "condolências às vítimas desses atos hediondos e a suas famílias e ao povo e governo da Argélia e aos países cujos cidadãos foram afetados" MD/afp/dpa/rtr Revisão: Soraia Vilela

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