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Grupos feministas da Indonésia rejeitam regras para mulheres em motos

06:00 | 08/01/2013
AFP
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Grupos de direitos humanos pediram nesta terça-feira ao governo da Indonésia que bloqueie um projeto de lei que proíbe as mulheres que andam de carona em motocicletas de se sentarem com as pernas abertas na província profundamente islâmica de Aceh, onde a posição é considerada "imprópria".

O prefeito da cidade de Lhokseumawe, na província de Aceh, onde a sharia é mais rígida, circulou uma carta na segunda-feira explicando que a exigência de que as mulheres se sentem de lado em motocicletas era "evitar atos imorais".

"Mulheres adultas que estão de carona em uma motocicleta não podem se sentar com as pernas separadas a não ser em caso de emergência", afirmou o prefeito Suaidi Yahya.

O prefeito explicou na última semana que as mulheres que se sentam com as pernas separadas em uma motocicleta podem "provocar o motorista" e que isso é contra a lei islâmica.

A carta também propôs a proibição de que homens e mulheres se abracem ou deem as mãos dentro de seus veículos, além de ser contra a utilização de roupas apertadas em público.

A ação do prefeito foi lançada depois que líderes de Aceh elaboraram uam série de novos projetos de lei, incluindo a proibição de que mulheres utilizem calças justas, o apedrejamento de adúlteros e a punição de homossexuais.

Ativistas locais rejeitaram a proposta de proibição "porque ela ignora completamente os princípios de segurança no trânsito", afirmou Roslina Rasyid, da Associação de Mulheres da Indonésia para a Justiça em Lhokseumawe.

"Montar na moto garante uma maior segurança, e tenho certeza de que a maioria das pessoas só poderia se sentar de lado por 15 minutos. E se a pessoa estiver acima do peso e provocar um desequilíbrio? Poderia causar um acidente", acrescentou.

 

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