Trio é detido por operar "delivery aéreo" de drogas e eletrônicos em presídios de Itaitinga
Uma ação da Polícia Penal interceptou o grupo na noite dessa terça-feira, 20. A prisão reforça o cerco contra o "tráfico aéreo" nas penitenciárias
20:22 | Jan. 21, 2026
Uma operação da Coordenadoria de Inteligência (Coint) da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e do Grupo de Ações Penitenciárias (GAP) resultou na prisão em flagrante, na noite desta terça-feira, 20, de três homens que utilizavam um drone para enviar ilícitos ao complexo prisional de Itaitinga.
Os suspeitos, identificados como Antônio Cristiano Felix de Abreu, Francisco David Silva Sousa e Antônio Wellington Sabino Ferreira, foram interceptados nos arredores das unidades prisionais operando um modelo DJI Air 3S. O drone é de alta tecnologia e o tentava introduzir 17 smartwatches, que são relógios inteligentes, nas celas.
O trio foi encaminhado à Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas (Draco), com o veículo VW Polo utilizado na ação e todo o material ilícito.
Ações contra usos de drone para o crime são registradas
Ações contra o uso de drones se intensificaram no último ano entre as forças de segurança e as facções criminosas. Levantamento baseado em registros da SAP e operações integradas mostra a recorrência dessa modalidade.
Na segunda-feira, 19, a SAP finalizou um curso de capacitação para policiais penais operarem drones, visando justamente monitorar o perímetro e interceptar voos clandestinos.
Em novembro de 2025, A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/CE) deflagrou a Operação Escudo Aéreo para desarticular grupos especializados utilização de drones para ações criminosas. Na ocasião, quatro pessoas foram presas e cumpriu-se mandados contra uma quadrilha que usava equipamentos para garantir a comunicação de lideranças presas.
Em agosto de 2025, cinco pessoas foram capturadas em Itaitinga com um drone, cocaína e um simulacro de arma de fogo. Entre 2024 e 2025, mais de 20 drones já haviam sido abatidos ou apreendidos pelos policiais penais.
Em fevereiro de 2025, uma ação conjunta já havia frustrado o envio de eletrônicos para penitenciárias, onde também foram apreendidos smartwatches.