Preso suspeito de matar homem que cobrava "pedágio" no Centro de Fortaleza
Gerson Marinho da Silva teria sido morto a mando da facção Comando Vermelho após extorquir comerciantes que trabalham na região da Praça da Lagoinha
17:57 | Jan. 16, 2026
Carlos Ramon Araújo de Moura Oliveira, de 22 anos, foi preso suspeito de matar a tiros Gerson Marinho da Silva, crime ocorrido por volta das 16h54min dessa quinta-feira, 15, na Praça da Lagoinha, localizada no Centro de Fortaleza.
Consta no Auto de Prisão em Flagrante (APF) que Carlos Ramon confessou informalmente aos policiais que efetuaram a prisão que praticou o homicídio em cumprimento a ordens da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Gerson seria o "frente" da facção na região da Praça da Lagoinha e extorquia comerciantes instalados na região, cobrando deles "pedágios" para que pudessem trabalhar.
“O local, contudo, seria dominado por outro indivíduo, o que, em tese, pode ter dado ensejo a conflitos internos entre integrantes da organização criminosa, agravando ainda mais o cenário de violência instaurado”, afirmou a juíza Adriana da Cruz Dantas na decisão da audiência de custódia à qual Carlos Ramon foi submetido nesta sexta-feira, 16.
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Após o crime, começou a circular nas redes sociais um “informativo” atribuído ao CV em que é dito que Gerson foi morto porque estava cobrando “pedágio” dos “ambulantes donos de pequenas barracas”.
Conforme o texto, Luxúria, como a vítima seria conhecida, já havia sido flagrado cobrando a “taxa” e advertido pela facção.
“NÓS DO COMANDO VERMELHO NÃO COBRAMOS ESSE TIPO DE MONOPÓLIO, OS ÚNICOS MONOPÓLIOS QUE SÃO PERMITIDOS GERAL JÁ SABE QUAIS SÃO”, afirma o salve, que também cita que um segundo homem está "decretado" pela facção por ter realizado a mesma prática e que um outro foi “afastado” da organização criminosa por 90 dias.
Gerson foi morto com quatro tiros na cabeça e dois no braço esquerdo, descreve o APF. Um outro homem teria participado da execução ao lado de Carlos Ramon e é procurado.
Carlos Ramon foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado por homicídio qualificado por motivo torpe. Ele teve a prisão preventiva decretada.