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Com investimento de mais de R$ 26 milhões, Cuca do Pici é inaugurado em Fortaleza

Equipamento deveria ter sido entregue até junho de 2020, segundo estimativa da Prefeitura, mas só ficou pronto quase dois anos após o fim do prazo inicial
23:05 | Abr. 11, 2022
Autor Luciano Cesário
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Tipo Notícia

Com investimentos de R$ 26,4 milhões, o Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) do bairro Pici, em Fortaleza, foi inaugurado nesta segunda-feira, 11, mais de três anos após o início das obras, em dezembro de 2018. Inicialmente, a previsão da Prefeitura era que o equipamento estivesse pronto até junho de 2020. Apesar do atraso de quase dois anos, não houve alteração no orçamento estimado no projeto original.

O novo equipamento foi construído no mesmo local onde funcionava o antigo prédio do Centro Social Urbano (CSU) e possui cerca de 16 mil metros quadrados (m²) de extensão. A estrutura conta com piscinas, teatro, salas de artes marciais, quadras esportivas, ambiente coworking, biblioteca e banheiros. Também há salas destinadas para formação artística e educacional, além de uma praça equipada com skatepark, areninha e quadra de futsal.

Presente na solenidade de inauguração, o prefeito José Sarto (PDT) afirmou que o novo Cuca é o mais moderno já construído até agora em Fortaleza. “É um equipamento de ponta, em todas as vertentes, o que faz de Fortaleza uma das Capitais que mais investe em políticas públicas voltadas para a Juventude. A estrutura é fantástica e temos certeza que esse espaço vai revolucionar a vida das comunidades que serão alcançadas”, disse.

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Com a inauguração do Cuca Pici, a Capital cearense passa a contar com cinco unidades do mesmo equipamento. Já estão em funcionamento os Cucas Barra, Mondubim, Jangurussu e José Walter. As unidades atendem, prioritariamente, jovens de 15 a 29 anos, oferecendo cursos de capacitação, práticas esportivas, difusão cultural, formações e produções na área de comunicação, além de atividades que estimulam o protagonismo juvenil e realizam a promoção e a garantia dos direitos humanos.

As quatro unidades já em operação e a nova -inaugurada nesta segunda-feira- formam a Rede Cuca, criada em 2014 pela Prefeitura de Fortaleza para descentralizar a gestão dos equipamentos, que são administrados pelo Instituto Cuca. Segundo a Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas de Juventude (CEPPJ), a Rede Cuca oferta, mensalmente, uma média de 6,5 mil vagas para atividades esportivas e cursos de formação.

No total, são 29 modalidades esportivas, entre elas basquete, capoeira, cross training, futebol de areia, futmesa, jiu-jitsu, judô e karatê. Já as áreas de formação, com mais de 60 opções de capacitação, oferecem cursos de fotografia, audiovisual, informática, libras, inglês, teatro, música e dança.

Protestos

Durante a solenidade de inauguração do Cuca Pici, o prefeito José Sarto foi alvo de protestos do movimento “Cuca Resiste”, que reivindicou melhorias para os Cucas da Barra e do Jangurussu. Os manifestantes alegam que as duas unidades “estão passando por um processo de sucateamento” e não vêm recebendo, da gestão municipal, as mesmas intervenções que são realizadas no equipamento do Mondubim.

“Existe uma priorização evidente para o Cuca Mondubim. Lá, a estrutura passa por constantes revitalizações e melhorias, enquanto os Cucas da Barra e Jangurussu estão com alguns ambientes completamente sucateados e mal cuidados. Além disso, há uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos danificados e que ainda não foram repostos”, pontua Mário ítalo, 23, um dos integrantes do “Cuca Resiste”.

Com faixas e cartazes, os manifestantes também protestaram contra a atual diretoria do Instituto Cuca e acusaram a presidente da Rede Cuca, Kílvia Cristina Teixeira, de promover uma onda de demissões por motivos políticos. “Essas demissões envolveram pessoas de partidos contrários ao da presidente. Todas elas, principalmente agentes com atuação na periferia, foram substituídas por funcionários indicados por vereadores aliados à presidente”, afirmou Mário.

O educador social Cristiano Rodrigues, 25, também integrante do movimento, abordou o prefeito para expor as reivindicações antes do início da solenidade. “Questionamos ele sobre o porquê de ainda não termos sido ouvidos. Precisamos que ele escute todas as nossas reivindicações, porque parece que as denúncias entram por um ouvido e saem pelo outro. Mas acabou que, mais uma vez, ele não deu a devida atenção”, reclamou.

Ao fim do evento, o grupo foi ouvido pelo titular da CEPPJ, que prometeu recebê-los para uma reunião na próxima quinta-feira, 14, às 19 horas. “Nesse encontro, vamos entregar um dossiê, formulado pela inteligência do Cuca Resiste, com todas as denúncias que envolvem casos com necessidade de intervenção urgente”, concluiu Rodrigues.

Respostas

Procurada pelo O POVO, a Rede Cuca informou, por meio de nota, que todos os seus equipamentos (Barra, Mondubim, Jangurussu e José Walter) passaram por reformas no início deste ano. As intervenções, segundo a instituição, incluíram desde pequenos reparos estruturais a renovações nas pinturas.

Sobre as supostas perseguições políticas atribuídas à presidente da Rede Cuca pelo “Cuca Resiste”, a nota afirma que “a gestão da Rede Cuca é feita por uma Organização Social, cujo conselho elegeu a atual presidente”.

O texto ainda ressalta que "todos os questionamentos levados à Coordenadoria de Juventude estão sendo avaliados pelo secretário Davi Gomes, que após determinação do prefeito, está atuando para que essas questões internas e administrativas não prejudiquem uma política pública que está em plena expansão”.

O Cuca Pici fica na rua Cel. Matos Dourado, 1499.

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