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Festival da Juventude de Fortaleza inicia programação com mais de quatro mil inscrições

Evento começou nesta terça-feira, 14, e segue até quinta-feira, 16, com atividades entre 14h e 19 horas
23:26 | Dez. 14, 2021
Autor Luciano Cesário
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Tipo Notícia

Com mais de 4 mil inscritos, a primeira edição do Festival da Juventude de Fortaleza (JuvFest) teve início oficialmente nesta terça-feira, 14, no Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) do bairro José Walter, inaugurado há exatamente um ano. A programação segue até a próxima quinta-feira, 16, com oferta de 50 minicursos, palestras, bate-papos, experiências imersivas, exibição de filmes, entre outras atividades culturais. As inscrições ainda estão disponíveis no site do evento.

De acordo com o titular da Secretaria Municipal de Juventude, Davi Gomes, o JuvFest tem como objetivo central conectar jovens de diferentes lugares da Capital para proporcionar o compartilhamento de ideias e a discussão dos problemas sociais que precisam de ação coletiva. “Nessa retomada, depois de tanto tempo de isolamento, a gente pensou em fazer algo que conectasse a parte de informação, de conhecimento, com vários temas que passaram durante a pandemia, especialmente sustentabilidade, saúde mental, economia criativa, o papel do ativismo entre os jovens, assim como o avanço da comunicação alternativa”, ressaltou o secretário.

Outro eixo importante do JuvFest é o empreendedorismo. Além dos minicursos, voltados ao planejamento de carreira e marketing digital, os participantes são orientados sobre o cadastro de Microempreendedor Individual (MEI), o primeiro passo para formalizar a abertura de uma pequena empresa. Além disso, o evento ainda conta com atividades de mentoria profissional e oficinas de capacitação para entrevistas de emprego.

O primeiro dia de programação foi marcado pela participação de influenciadores digitais que se destacam nas redes sociais por meio da criação de conteúdos inovadores. É o caso da maranhense Alexia Brito, conhecida como “Bota Pó”, que já superou a marca de meio milhão de seguidores no Instagram, onde compartilha dicas sobre maquiagem e moda. Ela participou de uma palestra ao lado do também influencer Yarley Ara, que mostra o cotidiano da periferia de Fortaleza de um jeito bem humorado e criativo, atraindo a atenção de nada menos do que 5,8 milhões de seguidores.

Para a estudante Sophia Medeiros, 17, que disse ter participado de ao menos cinco atividades no primeiro dia de programação, o evento tem como marcas a conexão e os reencontros. “É um dia diferente. Desde que começou a pandemia eu ainda não tinha tido um momento assim para descontrair, encontrar os amigos, ver gente reunida. É muito legal ver tanta gente conectada novamente, acho que isso é o mais importante”, afirmou.

Thâmila Galvão, 23, estudante de engenharia mecânica, ressaltou o caráter formativo do evento. Ela participou de uma oficina sobre o aplicativo de design gráfico Canva, que tem sido usado para potencializar o marketing digital. “Aprender mais sempre é uma oportunidade que não deve ser desperdiçada. Aqui eu percebi que eles estão trazendo muito a importância da comunicação, não só no aspecto comercial, mas em como conseguir voz num espaço onde hoje todo mundo tem a chance de aparecer”, disse a estudante em referências às redes sociais.

Parte das atividades que integram a programação do JuvFest tem como protagonistas jovens voluntários de projetos desenvolvidos pela Rede Cuca. Yammê Batista, 21, que participa do programa Cuca Ambiental, tem a missão de engajar participantes do evento em assuntos ligados à sustentabilidade e preservação da fauna e flora. Até o último dia de atividades, ela coordenará as ações do projeto Semeia Juventude, um jogo de adivinhações que oferece diversas espécies de mudas como premiação para incentivar o reflorestamento.

“A gente procura estratégias para atrair o interesse [para a pauta ambiental] daqueles que ainda não dedicam tanta atenção a essa causa. Muitas vezes, isso também tem muito a ver com a falta de informação, por isso a importância de momentos como esse”, comentou a voluntária.

Co.Liga

Uma das novidades do primeiro dia do evento foi o lançamento do projeto Co.liga, uma escola virtual de economia criativa voltada à formação e inclusão produtiva de jovens em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa é da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) em parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Inicialmente, serão ofertados 37 cursos livres de curta duração, segmentados em cinco áreas estratégicas da economia criativa: patrimônio, música, multimídia, design e artes visuais. Paralelamente, as capacitações serão mescladas com abordagens de temas transversais que dão suporte à trajetória dos jovens, como empreendedorismo, línguas, cidadania e elaboração de projetos culturais.

“O Co.Liga é uma grande rede para criar um canal voltado à economia criativa entre jovens, que são a razão de existir desse projeto. Obviamente, em qualquer espaço que há jovens, há também criatividade. O que a gente precisa é transbordar essa criatividade, jogar luz sobre ela para que as conexões aconteçam. Propomos unir jovens que queiram aprender, profissionais que queiram ensinar, empresas, conteúdos… Para que a partir daí a economia criativa comece a avançar”, afirmou o representante da Fundação Roberto Marinho, Marcelo Bentes.

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