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Centro de Referência já atendeu mais de mil mulheres vítimas de violência

Equipamento oferece escuta qualificada, atendimento humanizado e encaminhamento de mulheres vítimas de violência de gênero; Centro de Referência funciona entre segunda e sexta-feira, das 8 às 20 horas
02:37 | Nov. 26, 2021
Autor Isabela Queiroz
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Tipo Notícia

Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar são atendidas pelo Centro de Referência da Mulher Francisca Clotilde (CRM), em Fortaleza. O equipamento é da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) e já atendeu mais de 1.200 denúncias neste ano.

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O CRM oferece o primeiro acolhimento das vítimas em risco. O serviço é voltado às mulheres em situação de violência decorrente da desigualdade de gênero: violência doméstica e familiar (psicológica, sexual, física, moral e patrimonial); violência sexual (abuso e exploração); violência institucional; assédio moral; e tráfico de mulheres.

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Para romper o ciclo da violência, uma equipe multidisciplinar realiza escuta qualificada, atendimento humanizado, acompanhamento e encaminhamento dessas mulheres. Em casos de mulheres em risco iminente de morte, o CRM realiza encaminhamento para a Casa Abrigo Margarida Alves, outro equipamento da Coordenadoria de Mulheres da SDHDS, cujo endereço é sigiloso.

21 dias de ativismo

Com início em 25 de novembro, Dia do Combate à Violência contra a Mulher, e finalizado no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a mobilização internacional pelo tema é chamada de 16 dias de ativismo. No Brasil, a campanha começa no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, totalizando 21 dias de atividades que chamam a atenção para a garantia de direitos de meninas e mulheres.

Entre as datas que fazem parte da mobilização, estão 1º de dezembro, Dia Mundial de luta contra AIDS, 3 de dezembro, Dia internacional da Pessoa com Deficiência, e 6 de dezembro ,Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A campanha foi criada em 1991, pelo Instituto de Liderança Global das Mulheres. Desde então mobiliza pessoas, instituições, coletivos e organizações do mundo todo para a importância de prevenir e acabar com as violências contra a mulher.

Denúncias

Com funcionamento das 8 às 20 horas, o atendimento no Centro de Referência pode ocorrer de forma presencial, pelos telefones: (85) 3108 2965/3108 2968 e pelo WhatsApp (85) 98970 2094. Em casos emergenciais, o Município disponibiliza, ainda, o Disque Direitos Humanos (DDH): 0800 285 0880. As ligações são gratuitas e sigilosas, com funcionamento ininterrupto (24 horas). Também é possível fazer denúncias pelo Disque 180 ou Disque 100.

Violência contra a mulher - o que é e como denunciar?

A violência doméstica e familiar constitui uma das formas de violação dos direitos humanos em todo o mundo. No Brasil, a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, caracteriza e enquadra na lei cinco tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Entenda as violências:

Violência física: espancamento, tortura, lesões com objetos cortantes ou perfurantes ou atirar objetos, sacudir ou apertar os braços

Psicológica: ameaças, humilhação, isolamento (proibição de estudar ou falar com amigos)

Sexual: obrigar a mulher a fazer atos sexuais, forçar matrimônio, gravidez ou prostituição, estupro.

Patrimonial: deixar de pagar pensão alimentícia, controlar o dinheiro, estelionato

Moral: críticas mentirosas, expor a vida íntima, rebaixar a mulher por meio de xingamentos sobre sua índole, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir

A Lei 13.104/15 enquadrou a Lei do Feminícidio - o assassinato de mulheres apenas pelo fato dela ser uma mulher. O feminicídio é, por muitas vezes, o triste final de um ciclo de violência sofrido por uma mulher - por isso, as violências devem ser denunciadas logo quando ocorrem. A lei considera que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

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Veja como buscar ajuda:

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza (DDM-FOR)
Rua Teles de Souza, s/n - Couto Fernandes
Contatos: (85) 3108- 2950 / 3108-2952

Delegacia de Defesa da Mulher de Caucaia (DDM-C)
Rua Porcina Leite, 113 - Parque Soledade
Contato: (85) 3101-7926

Delegacia de Defesa da Mulher de Maracanaú (DDM-M)
Rua Padre José Holanda do Vale, 1961 (Altos) - Piratininga
Contato: 3371-7835

Delegacia de Defesa da Mulher de Pacatuba (DDM-PAC)
Rua Marginal Nordeste, 836 - Jereissati III
Contatos: 3384-5820 / 3384-4203

Delegacia de Defesa da Mulher do Crato (DDM-CR)
Rua Coronel Secundo, 216 - Pimenta
Contato: (88) 3102-1250

Delegacia de Defesa da Mulher de Icó (DDM-ICÓ)
Rua Padre José Alves de Macêdo, 963 - Loteamento José Barreto
Contato: (88) 3561-5551

Delegacia de Defesa da Mulher de Iguatu (DDM-I)
Rua Monsenhor Coelho, s/n - Centro
Contato: (88) 3581-9454

Delegacia de Defesa da Mulher de Juazeiro do Norte (DDM-JN)
Rua Joaquim Mansinho, s/n - Santa Teresa
Contato: (88) 3102-1102

Delegacia de Defesa da Mulher de Sobral (DDM-S)
Av. Lúcia Sabóia, 358 - Centro
Contato: (88) 3677-4282

Delegacia de Defesa da Mulher de Quixadá (DDM-Q)
Rua Jesus Maria José, 2255 - Jardim dos Monólitos
Contato: (88) 3412-8082

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é referência no Ceará no apoio e assistência social, psicológica, jurídica e econômica às mulheres em situação de violência. Gerida pelo Estado, o equipamento acolhe e oferece novas perspectivas a mulheres em situação de violência por meio de suporte humanizado, com foco na capacitação profissional e no empoderamento feminino.

Telefones para informações e denúncias:

Recepção: (85) 3108.2992 / 3108.2931 – Plantão 24h
Delegacia de Defesa da Mulher: (85) 3108.2950 – Plantão 24h, sete dias por semana
Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher: (85) 3108.2966 - segunda a quinta, 8h às 17h
Defensoria Pública: (85) 3108.2986 / segunda a sexta, 8h às 17h
Ministério Público: (85) 3108. 2940 / 3108.2941, segunda a sexta , 8h às 16h
Juizado: (85) 3108.2971 – segunda a sexta, 8h às 17h

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