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Comércio na Monsenhor Tabosa: avenida possui 60 lojas fechadas

Especialistas comentam situação da Monsenhor Tabosa em um período de "pós-pandemia". Atualmente, a avenida possui 160 lojas abertas. Em tempos de glória, a Monsenhor Tabosa já abrigou cerca de 300 lojas ativas
18:44 | Out. 13, 2021
Autor Levi Aguiar
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Levi Aguiar Jornal
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Tipo Notícia

A avenida Monsenhor Tabosa, corredor turístico que liga o Centro de Fortaleza à Praia de Iracema e conhecida por ser uma via comercial, enfrenta dificuldades e falta de movimentação no empreendedorismo local. Atualmente a avenida possui 160 lojas abertas e cerca de 60 lojas fechadas. Segundo a Associação dos Lojistas da Avenida Monsenhor Tabosa (Almont), os estabelecimentos fechados já estariam sendo reativados. Em tempos de glória, a Monsenhor Tabosa já abrigou cerca de 300 lojas ativas.

Segundo a presidente da Almont, Márcia Oliveira, as lojas abertas se concentram da rua Dom Joaquim à rua João Cordeiro. Sobre a situação das lojas fechadas, a Associação informa que há três justificativas: os proprietários pretendem vender os imóveis; os prédios estavam há muito tempo fechados, ficaram em estado precário e serão submetidos a reformas para voltar ao funcionamento; não há negociações para locação, por causa do alto valor. 

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Outra problema seria a insegurança noturna. “Tivemos um aumento de pessoas em situação de rua no local, há também o arrombamento e roubos das lojas. Há apenas viaturas que passam, mas não se resolve esse problema. O que tem levado incorporadoras a lacrar as fachadas até com tijolos para evitar arrombamento”, comenta Márcia, em entrevista ao jornalista Jocélio Leal, na rádio O POVO CBN.

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A presidente da Almont conta que os comerciantes da avenida estão passando por um período de transição e pós-pandemia, mudando a forma dos estabelecimentos e segmentos. "Como se trata de um corredor turístico, os lojistas ainda esperam muito do Poder Público", afirma.

De acordo com Márcia Oliveira, o corredor já vivia, comercialmente, um cenário semelhante ao da pandemia antes da Covid-19. "Várias partes de serviços estão vindo para a Monsenhor Tabosa, como clínicas, salão de beleza, banco, hotéis. A perspectiva é que para o espaço onde há mais problemas, os dois primeiros quarteirões, a gente possa trazer o setor de alimentação", projeta.

O diretor do Sindicato dos Comerciários de Fortaleza, Domingos Braga Mota, diz que a decadência do comércio na avenida Monsenhor Tabosa vem desde de 2016, apesar dos investimentos feitos pela Prefeitura Municipal de Fortaleza.

“Com a perda da renda familiar e a falta de crédito barato para a população, o comércio da Monsenhor Tabosa foi definhando. Além disso, os comerciantes não se prepararam para a concorrência de outros polos comerciais", explica o diretor do Sindicato dos Comerciários. 

Futuro da avenida

Para Honório Pinheiro, empresário e dono de um supermercado na avenida, em seu auge de vendas nas lojas ligadas à moda, a Monsenhor Tabosa foi um corredor de sucesso para o comércio local, referenciando Fortaleza para o Brasil como um ponto turístico e comercial. "Mas a avenida é fruto, como tem sido o mercado, de exploração", afirma, também em entrevista à rádio O POVO CBN.

"Em um ano, o quarteirão onde nós estamos (entre as ruas Gonçalves Lêdo e João Cordeiro) é o local mais vivo na Monsenhor, porque nós trabalhamos com a vocação da região no momento, que é gastronomia e moradia", explica Honório, percebendo uma demanda diferente da habitual, que seria comércio de artigos de moda com roupas, calçadas, bolsas, acessórios, biquínis. 

O empresário acredita que a Monsenhor Tabosa precisa de atenção do Poder Público, como locomoção do Batalhão de Turismo para a avenida; reformas como pintura da avenida e cuidado da sinalização. Além de determinar uma pluralidade de atividades para o setor de comércio, turismo e serviço.

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