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Campanha contra o abuso e à exploração sexual infantojuvenil marca a data de combate a esses crimes

A campanha visa, além de contribuir para o combate, informar a população sobre os principais sinais de que uma criança ou um adolescente pode apresentar ao sofrer abuso sexual
23:35 | Mai. 18, 2021
Autor Euziane Bastos
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Euziane Bastos Repórter Estagiária de Cidades
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Tipo Notícia

A campanha da Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci) contra violência e exploração infantojuvenil teve início nesta segunda-feira, 17, em Fortaleza. Com enfoque na informação à sociedade e às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, a programação é gratuita e conta com distribuição de material e transmissões ao vivo. Hoje, dia 18 de maio, é o dia nacional de combate a esse crime.

"A campanha usa de várias estratégias para levar a informação ao máximo de pessoas. O material impresso estará exposto em locais com maior frequência de público como ônibus, supermercados, postos de saúde e todos os Cras", afirma o presidente da Funci, Iraguassu Filho.

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A iniciativa, que segue até o dia 31, conta com a parceria de várias instituições. A coordenadora do programa Rede Aquarela, Kelly Meneses, explica que, no primeiro dia, serão reunidas as principais políticas públicas com o papel de prestar atendimento às crianças e adolescentes: Assistência Social (incluindo Funci e seus programas), Conselho Tutelar, Saúde e Educação. No segundo dia, o páreo é das instituições que desempenham papel de defesa e responsabilização: Ministério Público, Conselho de Direitos e Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca).

Já a promotora de justiça Cibelle Carvalho participa da campanha em alusão ao dia 18 promovida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e alega a que o combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes deve ser feito diariamente na rotina dos órgãos de investigação: “A iniciativa da campanha 18 de maio é muito importante, tanto por parte do Conselho Tutelar, como pelo Ministério Público, a fim de dar a sociedade mais informações e mais embasamento para visualizar os sinais de que uma criança ou adolescentes está sofrendo algum tipo de abuso sexual”.

Programa Rede Aquarela

O programa foi criado há 15 anos pela Funci e é referência nacional no enfrentamento da violência infantojuvenil. De 2019 a março deste ano, o programa já recebeu mais de 1.500 casos e realizou mais de 13 mil atendimentos. No final de 2020, foi instituído por lei municipal como política pública permanente.
O trabalho da Rede Aquarela ocorre com os profissionais que auxiliam na disseminação, no atendimento Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (DCECA), no atendimento Psicossocial e na Aquarela 12ª Vara Criminal.

Com o início da pandemia e do isolamento social, o atendimento segue em formato remoto. A coordenadora do programa relata que não houve um aumento quantitativo de casos recebidos de 2019 a 2020, mas acredita que a violência segue ocorrendo de forma invisível. “Muitas vezes os sinais são percebidos pelos professores na escola. A vítima de abuso intrafamiliar tem muita dificuldade de quebrar o silêncio. Geralmente, é um terceiro que nota as mudanças no comportamento da criança ou adolescente”, diz.

Como identificar os sinais:

  • Enfermidades psicossomáticas, que são uma série de problemas de saúde sem aparente causa clínica, tais como: dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e outras dificuldades digestivas, que têm, na realidade, fundo psicológico e emocional;
  • Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs/Aids), diagnosticadas por meio de coceira na área genital, infecções urinárias, odor vaginal, corrimento ou outras secreções vaginais e penianas e cólicas intestinais;
  • Manifestações físicas incompatíveis com a idade da criança como dor, inchaço, lesão ou sangramento nas áreas da vagina ou ânus a ponto de causar, inclusive, dificuldade em caminhar e sentar;
  • Medo ou pânico em relação a alguma pessoa;
  • Baixo rendimento escolar causado por dificuldades de concentração e sono durante as aulas;
  • Gravidez precoce ou aborto;
  • Aversão ao contato físico;
  • Ganho ou perda de peso repentino;
  • Falta ou excesso de higiene pessoal;
  • Regressão ou abandono de comportamentos infantis.

Confira a programação da campanha 18 de Maio:

  • Material informativo distribuído em 671 escolas e creches junto com os kits alimentares. A meta é atingir 150 mil alunos da Rede Municipal de Ensino;

  • Material também presente na Rede de Atendimento de Saúde e Assistência: 116 Postos de Saúde, 15 Caps, 27 Cras, 6 Creas, 4 Cucas, acolhimentos institucionais;

  • Parceria com a Etufor: cartazes em 1500 ônibus e em todos os terminais;

  • Parceria com 60 supermercados para exposição do material;

  • I Webinário 18 de Maio (dias 20 e 21) das 13h às 17h30min. A meta é alcançar 1.000 profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes;

  • Transmissões ao vivo e Palestras do Programa Rede Aquarela com Parceiros: Uece, Cuca, Sesc, Ciee, Sest/Senat, Fametro, Iprede, TDH.

Caso haja suspeita ou confirmação de violência sexual de crianças e adolescentes, seguem os principais centros de recebimento de denúncias:

DCECA
Funcionamento: Segunda a sexta, das 8 às 18h
Contatos: (85) 3433.9568 / (85) 3101.2044

Plantão do Conselho Tutelar
Funcionamento: 24 horas
Contatos: (85) 98970.5479/ (85) 3238.1828

Disque 100
Funciona 24 horas

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