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Empresário diz que tiro que matou Alana foi acidental e que não houve briga entre eles

Na casa dele, a mulher de 25 anos morreu por disparo de um tiro na cabeça. Empresário conta que conheceu Alana naquele mesmo dia

14:50 | 23/03/2021

O empresário David Brito prestou depoimento à Polícia Civil, na tarde desta segunda-feira, 22, e afirmou que o disparo que matou Alana Beatriz do Nascimento Oliveira, 25, na tarde do último domingo, na residência do empresário, foi acidental e disparado pela própria vítima. O advogado do empresário, Leandro Vasques, disse, em nota, que ao mostrar a arma para Alana, a pedido dela própria, o revólver acabou disparando acidentalmente. “Jamais houve, em momento algum, discussão ou conflito entre os dois, mesmo porque nada justificaria qualquer ato de violência contra Alana, pois haviam se conhecido há poucas horas”, informa na nota.

Alana Beatriz do Nascimento Oliveira, 25 anos
Alana Beatriz do Nascimento Oliveira, 25 anos (Foto: REPRODUÇÃO/INSTAGRAM)

Alana foi encontrada morta na casa do empresário na noite do último sábado, 20, no bairro Luciano Cavalcante. Em nota divulga nesta segunda-feira, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) foi acionada para atender uma ocorrência de homicídio. Nesta terça-feira, 23, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) mantém as investigações sobre as circunstâncias da morte.

Nesta segunda-feira, 23, o empresário se apresentou na sede do DHPP e prestou depoimento. O suspeito entregou uma arma de fogo, munições e o registro de propriedade do armamento. O material foi enviado para ser periciado. As oitivas e diligências estão em andamento. A PCCE aguarda receber os laudos de perícia do corpo da vítima, bem como o de local de crime, que foram enviados à Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). A nota finaliza dizendo que outras informações serão repassadas em momento oportuno visando não comprometer o trabalho policial.

Amigos e familiares da jovem criaram um perfil dela na rede social Instagram pedindo justiça para a jovem (@justiçaporalana). Até a tarde desta terça-feira, o perfil já contava com 14.400 seguidores.

Correção: diferentemente do informado anteriormente, o empresário não disse que o tito acidental havia sido disparado pela vítima.

Confira a nota completa do advogado do empresário:

Ao tempo em que nos solidarizamos profundamente com a família enlutada e lamentamos o trágico acidente ocorrido no último final de semana, vimos esclarecer que todas as informações necessárias estão sendo prestadas às autoridades competentes.

Nosso constituinte apresentou-se de forma voluntária e espontânea no dia seguinte ao fato perante a polícia civil, posicionou-se da forma mais colaborativa possível, prestando todos os esclarecimentos devidos.

Em verdade, como já informado detalhadamente em suas declarações à autoridade policial, nosso constituinte conheceu Alana naquela mesma data e, após uma noite de absoluta harmonia sem qualquer rusga, ao mostrar sua arma para Alana, a pedido dela própria, esta acabou disparando acidentalmente, atingindo-a. Jamais houve, em momento algum, discussão ou conflito entre os dois, mesmo porque nada justificaria qualquer ato de violência contra Alana, pois haviam se conhecido há poucas horas, sendo relevante registrar que a arma é registrada e havia sido adquirida legalmente 8 dias atrás e jamais tivera sido utilizada, razão pela qual solicitamos da autoridade policial a submissão da arma a uma detalhada perícia técnica.

Esclarecemos ainda que a arma envolvida nesse infortúnio foi apresentada à Polícia, assim como o aparelho que armazenou as imagens captadas pelo circuito interno da residência, ambos intactos e sem qualquer alteração, conforme poderá atestar a perícia científica. Bem como, a pedido próprio, nosso constituinte já submeteu-se a exame toxicológico, para atestar que também não faz uso de nenhuma substância entorpecente, e também se comprometeu a entregar seu aparelho celular sem qualquer formatação.

Nosso constituinte prossegue sentinela e permanentemente à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos suplementares acerca dessa indesejada fatalidade.