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Ceará registra menor número de homicídios desde dezembro de 2019

De acordo com a SSPDS, o uso da tecnologia e o policiamento preventivo e ostensivo tem auxiliado na redução dos índices. Em 2021, 556 pessoas já perderam a vida de forma violenta no Estado
19:35 | Mar. 03, 2021
Autor Leonardo Maia
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Leonardo Maia Estagiário
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Tipo Notícia

O Ceará registrou 250 mortes violentas em fevereiro, conforme dados divulgados no site oficial da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O número caiu 18,3% em relação a janeiro de 2020, quando 306 homicídios foram registrados no Estado. Em relação a fevereiro do ano passado, mês em que aconteceu motim de policiais militares, a redução foi ainda maior e chegou a quase 50%.

O dado registrado nesse mês é o menor número desde dezembro de 2019, quando ocorreram 205 mortes. As estatísticas correspondem aos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que representam homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de mortes. No total, 556 pessoas perderam a vida de forma violenta no Ceará em 2021.

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Em fevereiro deste ano, mais da metade das mortes foram registradas em Fortaleza e na Região Metropolitana — 146 de 250. A Capital lidera ainda o número de furtos do Estado, com 1.870 de 3.344 ocorrências registradas nesse mês. A região da cidade com maior número de casos foi a Área Integrada de Segurança 5, que inclui bairros como Parangaba, Montese e Bairro de Fátima.

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O secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, atribuiu a queda ao aumento do policiamento preventivo e ostensivo feito pela Polícia Militar. “Houve um aumento na intensificação das investigações, com o uso maior da inteligência, que auxilia o trabalho da Polícia Civil, e foca nas pessoas que praticam homicídios e naquelas que ordenam esses crimes”, destacou o titular da SSPDS em nota.

O mês de fevereiro foi o primeiro em que os gestores da segurança pública tiveram acesso ao Sistema Tecnológico para Acompanhamento de Unidades de Segurança (Status). A ferramenta reúne ocorrências importadas de sistemas alimentados por profissionais da área, divididas por semana, mês e ano. É possível ainda realizar apresentação visual do ambiente por meio da realização das análises de mapas, que a secretaria chama de “manchas criminais”.

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