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Fortaleza
NOTÍCIA

Com ampliação de telefones e horário de atendimento, Hospital de Messejana tenta absorver demanda

Defensoria Pública solicitou posicionamento à gestão do equipamento sobre as dificuldades para marcar consultas e registros de aglomerações

Ítalo Cosme
10:17 | 26/01/2021
Fachada do Hospital de Messejana Dr, Carlos Alberto Studart Gomes (Foto: Divulgação)
Fachada do Hospital de Messejana Dr, Carlos Alberto Studart Gomes (Foto: Divulgação)

Ampliação na quantidade de linhas telefônicas, com novos guichês instalados, e atendimento presencial antecipado, iniciando às 6 horas. Essas foram as medidas adotadas pelo Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, referência no tratamento de doenças cardíacas e pulmonares de alta complexidade, para reorganizar o atendimento ao público a partir deste mês de janeiro.

Com demanda reprimida por conta da suspensão das consultas eletivas desde março de 2020, em virtude da Situação de Emergência em Saúde no Estado do Ceará, assistidos relataram problemas e também foram registradas aglomerações no entorno da unidade. A partir dessas denúncias, o Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), da Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), expediu ofícios em 11 e 15 últimos, requerendo posicionamento imediato da gestão do equipamento.

Os relatos desenham cenário preocupante, tendo em vista a pandemia da Covid-19 que ainda está instalada e o público do equipamento ser classificado como de risco para a doença.

Em resposta, a direção do Hospital disponibilizou nove contatos para o público realizar a marcação de exames e consultas. São eles:

(85) 3101.4112

(85) 3101.7813

(85) 3101.4156

(85) 3101.4075

(85) 99732.7885

(85) 99761.2261

(85) 98439.2895

(85) 99138.9041

(85) 99837.9589

 

Marcação de Consultas

 

Karinne Matos, supervisora do Nudesa, relata que muitos pacientes continuam saindo de cidades do Interior do Estado para resolver problemas no Hospital, o que pode ocasionar a formação de filas e aglomerações. A defensora afirma que novo ofício deve ser enviado à gestão do Hospital para que seja solucionado o impasse.

“Diariamente, senhas são distribuídas para organizar o atendimento, que é divido em prioridade e normal. Os pacientes e acompanhantes que procuram a unidade ficam divididos em três áreas distintas, ambas sinalizadas, e são orientados pelos seguranças a manterem o distanciamento social e a respeitarem a chamada das senhas, para evitar aglomerações”, pontuou a gestão do equipamento em nota enviada ao O POVO.

O texto revela ainda alta busca por atendimento presencial. Conforme dados citados na resposta enviada nessa segunda-feira, 25, pela assessoria de comunicação do Hospital, do dia 28 de dezembro até a última sexta-feira, 22 de janeiro, foram realizados 20.394 agendamentos de consultas, sendo 2.242 por telefone. Ou seja, 10,9% das marcações foram feitas remotamente.

“Esclarecemos ainda que foi iniciado o processo de migração gradativa para a Central Estadual de Regulação, ofertando, progressivamente, um número maior de vagas por atendimento ambulatorial via sistema, para que os pacientes do interior não precisem se dirigir à unidade para realizar a marcação”, diz a administração do hospital.

A unidade faz atendimento também de pacientes oriundos de outros estados do Nordeste. Até 2019, eram realizadas cerca de 75 mil consultas/ano nos 25 ambulatórios especializados do Serviço de Pacientes Externos (SPE) no equipamento.

"Mesmo com atendimento presencial tendo que ser agendado, nós continuamos fazendo esses atendimentos. O Núcleo da Saúde continua entrando com as demandas, tanto as que envolvem medicação, cirurgia, leito de UTI, pedidos de transferência de leitos, cadeira de rodas, fraldas. Assim como outras também pertinentes à Saúde, como marcação de consultas, dentro do próprio Núcleo, que é onde nós conseguimos atender algumas demandas em parceria com o Estado e com o município de forma administrativa", diz Karinne Matos.