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Fortaleza
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Prefeitura se prepara para chuvas mais intensas em 2021 em Fortaleza

Em reunião com Comitê da Quadra Chuvosa, prefeito Sarto anunciou medidas preventivas. Prognóstico da Funceme deverá ser anunciado na terça-feira, 19

Ítalo Cosme
13:35 | 11/01/2021
Sarto Nogueira anuncia medidas do Comitê da Quadra Chuvosa em Fortaleza (Foto: Bárbara Moira/OPOVO)
Sarto Nogueira anuncia medidas do Comitê da Quadra Chuvosa em Fortaleza (Foto: Bárbara Moira/OPOVO)

Atualizada em 11/01/2021 às 14h04min

Com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta da cidade durante o período de chuvas, a Prefeitura de Fortaleza apresentou plano de trabalho preventivo para a quadra chuvosa deste ano. Nesta segunda-feira, 11, o prefeito José Sarto (PDT) se encontrou no Paço Municipal com o Comitê da Quadra Chuvosa, que reúne órgãos relacionados ao tema em âmbito municipal e estadual. A Capital deverá contar com quadra chuvosa mais intensa em 2021, em relação ao ano anterior.

Entre as medidas para conter os efeitos negativos das chuvas na Capital, foram apresentadas ações para prevenir sinistros em Fortaleza, como a limpeza de recursos hídricos, desobstrução de canais e bocas-de-lobo, podas, cortes e recolhimento de árvores, ações de infraestrutura, com pavimentação e drenagem de vias. Além de ampliação do monitoramento de famílias que residem em áreas de risco com possibilidade de alagamento.

Após conversa com o presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Eduardo Sávio Martins, Sarto afirmou que a previsão para 2021 é de quadra chuvosa "um pouco mais forte que em 2020". No entanto, o prognóstico da Funceme só deve ser apresentado oficialmente no próximo dia 19 e deve estabelecer cenário mais preciso para o período, que deve se estender de fevereiro a maio.

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O gestor ainda informou que parte do planejamento já está em execução, como o manejo social de moradores de áreas ribeirinhas, que residiam em zonas de risco.

No planejamento discutido pelo Comitê, estão como ações preventivas: diagnóstico de possíveis áreas inundáveis, inclusive com avaliação predial e notificação de edificações; equipamentos utilizados pela defesa civil, com distribuição de redes, lonas, cestas básicas e outros itens. Além de suporte de equipamentos públicos (prédios), para eventuais abrigamentos temporários. Sobre a política de abrigos, serão solidários e públicos e programa de locação social. Conforme o documento, 23 unidades de saúde serão dedicadas para prestação de assistência relacionadas às arboviroses. 

De acordo com o secretário da Gestão Regional e coordenador do Comitê, João Pupo, o trabalho preventivo data de setembro de 2020. A Defesa Civil monitora 161 pontos naturais, cerca de 25% já foram avaliados. A previsão é que "no auge da quadra", todas as regiões estejam desobstruídas.

Apesar dos esforços, o prefeito Sarto reconheceu que determinados locais do município exigem maior preocupação do Poder Público. Entre as regiões mencionadas, comunidades nos arredores da Lagoa do Papicu e no Lagamar. Pontos como a avenida Heráclito Graça também despertam especiais cuidados.

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Eduardo Sávio, presidente da Funceme, ressaltou o trabalho conjunto a ser realizado com a Defesa Civil para antever possíveis ocorrências. "Para efeitos de ocorrências, nós temos previsões feitas diariamente. Este é o nosso contato diário com a Defesa Civil: antecipar as ações no contexto geral". Conforme o gestor, apesar do sistema de previsão independente, desde 2012, contato com outros especialistas de países diversos são feitos. "Nós aproveitamos discussão com outros parceiros para ver se a previsão está consistente de acordo com o cenário que os Oceanos Pacífico e Atlântico estão colocando para gente", comenta.

Participaram do anúncio os integrantes do Comitê: secretário da Seger, João Pupo; o coordenador da Defesa Civil, Régis Tavares; o secretário da Segurança Cidadã (Sesec), Coronel Holanda; o secretário da Conservação e dos Serviços Públicos (SCSP), Ferruccio Feitosa; o secretário dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), Cláudio Pinho; a superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Juliana Coelho; o secretário Municipal da Infraestrutura (Seinf), Samuel Dias; a secretária da Saúde, Ana Estela Leite; além do presidente da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), Neuri Freitas; e do presidente da Funceme, Eduardo Sávio. (Colaborou Davi César/Especial para OPOVO)

 

AÇÕES PREVENTIVAS

1. Limpeza de recursos hídricos;
2. Desobstrução de canais e bocas de lobo;
3. Podas, cortes e recolhimento de árvores;
4. Ações de infraestrutura (pavimentação e drenagem de vias);
5. Plano de contingência:
diagnóstico de possíveis áreas inundáveis, equipamentos utilizados pela Defesa Civil, suporte de equipamentos públicos, política de abrigamento;
6. estruturação de 2 unidades de saúde.

Comparativo entre ocorrências recebidas e acumulado pluviométrico

(período: janeiro a junho de cada ano)

2013: 720 - 783,2

2014: 1.024 - 1092

2015: 1.303 - 1418,7

2016: 1.290 - 1.591,7

2017: 884 - 1.556,1

2018: 665 - 1.393,1

2019: 1.856 - 2.651

2020: 1.203 - 2.039,9

(Fonte: Defesa Civil /Prefeitura de Fortaleza)