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Fortaleza
NOTÍCIA

Última reunião de secretariado de RC envolve debates sobre vacina e retorno escolar

RC avaliou os oito anos de gestão como positivos e trata a reunião como uma despedida da gestão. Encontro aconteceu nesta sexta-feira, 11, e teve a presença de aliados de Sarto.

Marília Freitas
11:33 | 11/12/2020
O encontro debateu a avaliação do plano de governo, legados da gestão e acompanhamento de obras. (Foto: Thais Mesquita/ O POVO)
O encontro debateu a avaliação do plano de governo, legados da gestão e acompanhamento de obras. (Foto: Thais Mesquita/ O POVO)

Nesta sexta-feira, 11, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT) participou com aliados da sua última reunião com o secretariado municipal. Com a presença de equipes do prefeito eleito Sarto Nogueira (PDT), do vice-prefeito eleito Élcio Batista e das titulares da Secretaria de Saúde (SMS) e da Secretaria de Educação (SME), o encontro debateu a avaliação do plano de governo, legados da gestão e acompanhamento de obras.

RC avaliou os oito anos de gestão como positivos e tratou a reunião como uma despedida. "É uma reunião para a gente traduzir quais são as necessidades e qual é a realidade presente em cada uma das áreas, quais são projetos em andamento e quais são os planos que eventualmente não saíram do papel", explicou.

Segundo RC, o Município acumulou poupanças em dois anos e Sarto assumirá com taxas de investimentos em torno de R$ 1 bilhão e sem dívidas. "Esse foi o ano em que as receitas caíram bastante, próximo ano não há sinalização de uma melhora significativa também. Vamos viver tanto rescaldo deste ano, como também ainda é um desafio de poder reorganizar, reestruturar a confiança da economia do próximo ano".

Sobre a pandemia, o prefeito avalia que a situação está sob cuidados de prevenção, em patamar diferente do primeiro pico do novo coronavírus na Capital. "Isso se dá, eu diria, pela nossa experiência do uso da máscara, do álcool gel, dos cuidados preventivos, duma informação muito mais bem divulgada entre a população".

Quando questionado sobre um possível pleito na candidatura de Camilo Santana em 2022, Roberto Cláudio desconversou o assunto. "Eu adoro escrever e ler. São dois hábitos que eu perdi nesses dez anos [referindo-se a presidência na Assembleia Legislativa]. Minha prioriedade é minha família, ler, escrever e organizar ideias. Além de ficar certo e acompanhar o sucesso da administração de Sarto".

Sarto seguiu a conversa e ressaltou que um plano de contigência está em debate no retorno das aulas municipais e reforça a escolha do modelo híbrido. "A data será determinada de acordo com os indicadores", ressaltou o candidato. O eleito comentou sobre a transição e que não há nomes definidos para as secretarias, mas não descarta chamar vereadores ou reaproveitar cargos da atual gestão de RC.

Para Élcio Batista, os planos serão alinhados de acordo com seu médio e curto prazo de entregas, ligadas ao plano Fortaleza 2040: projeto que promove planos para a Cidade nos pilares da mobilidade, desenvolvimento urbanístico, desenvolvimento econômico e social. "O legado do prefeito Roberto Cláudio é fundamental porque ele está atrelado ao Fortaleza 2040, junto com os compromissos de Sarto", afirmou o vice-prefeito eleito.

Ele também acredita que os próximos anos serão de "reorganização" devido a pandemia do novo coronavírus. "A gente precisa se preparar para a retomada dessas atividades, principalmente as retomadas do setor de serviço, da educação, das escolas, ao mesmo tempo que tem que montar o plano de vacinação, que é um compromisso de Sarto com o governador Camilo".

Ainda para a equipe, os quatro anos da gestão de Sarto serão fundamentais para consolidar Fortaleza em relação a outras capitais brasileiras sob um processo de internacionalização. O foco da gestão será nas áreas econômica, educacional e de habitação. Élcio salientou não existirem definições prévias para as secretarias municipais. "Hoje, a Prefeitura tem grandes quadros que podem sim fazer parte de um futuro governo, mas essa decisão cabe ao prefeito Sarto", concluiu.

Rede municipal de ensino segue sem previsão de aulas presenciais; retorno híbrido deverá ser implementado

 

Sobre previsões de retorno das aulas municipais, a titular da SME, Dalila Saldanha, informou que a gestão de RC deixará protocolos para implementação quando houver previsão do retorno. Segundo ela, ainda não há datas definidas, mas o retorno deverá ser híbrido - alternâncias entre atividades presenciais e remotas. "Seguimos na torcida pela vacina", frisou.

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Os alunos da rede municipal também contarão com reforços escolares. "As aulas encerram dia 24 de dezembro e temos todo um plano de recuperação de estudos, inclusive de reforço escolar para as crianças, iniciando logo no dia 28 de dezembro até o dia, salve engano, 24 de janeiro", destacou a titular.

O debate sobre a vacina

 

A vacinação contra a Covid-19 também foi tema da última reunião da gestão. A titular da SMS Joana Maciel informou que ainda não há data exata de chegada da vacina ou sequer de qual imunizante a Capital comprará. "Estamos trabalhando com várias possibilidades, independente do tipo de vacina", contou.

As mudanças estão previstas na administração do antídoto na população. Escolas municipais, por exemplo, só poderão ser utilizadas caso não estejam funcionando. "Estamos trabalhando com vários planos pra que a gente possa imunizar toda a população de Fortaleza, começando pelos grupos de risco, de acordo com as orientações do Ministério da Saúde". A previsão é de que outros equipamentos, como o Castelão e o Estádio Presidente Vargas, sejam utilizados como unidades de vacinação.

Diante do aumento de casos, a titular informou que os casos de Covid-19 estão sendo mais frequentes em jovens, sem demandas tão altas de internação como nos meses de abril e maio. Segundo ela, até o momento não foi necessária ampliação de leitos na Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) das UPAs da Capital.

"A gente observa a quantidade de pessoas que procuram os postos de saúde, as UPAs, que precisam de internação. Estamos acompanhando, a gente observa um aumento, mas um aumento muito discreto", destacou. Joana informou ainda não haver necessidade de reimplementação do Hospital de Campanha do PV. O equipamento foi desativado em setembro.

Joana avalia a gestão como um ciclo de atendimento que perpassou pelos setores da atenção primária aos atendimentos terciários, em redes hospitalares e com o atendimento domiciliar.

Com informações do repórter Vitor Magalhães