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Sistema Prisional adota carta-email para comunicação entre presos e familiares no Ceará

Mais de três mil interações foram realizadas. A medida acontece em meio ao contexto de cancelamento de visitas no sistema penitenciário devido à pandemia de Covid-19

21:33 | 13/05/2020
Carta-email foi estratégia pensada para manter o contato entre presos e familiares mesmo com o cancelamento de visitas, em decorrência do avanço do coronavírus
Carta-email foi estratégia pensada para manter o contato entre presos e familiares mesmo com o cancelamento de visitas, em decorrência do avanço do coronavírus (Foto: Mateus Dantas / O POVO.doc)

O sistema prisional adotou a "carta-email" para facilitar comunicação entre presos e os familiares durante a pandemia do coronavírus no Ceará. A medida foi requisitada pelo comitê criado para enfrentar a Covid-19 nas penitenciárias.

A ideia da carta-email é a comunicação em meio ao cancelamento das visitas. A medida visita minimizar os danos psicológicos aos detentos e já soma três mil interações realizadas.

O supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF) do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), desembargador Henrique Jorge Holanda Silva, destacou que o comitê de enfrentamento à crise sanitárias em presídios completou 50 dias de atuação.

Neste período foi solicitada a liberação do fornecimento de água em todas as unidades de forma ininterrupta, a ampliação de material para higiene pessoal e requerida a apresentação dos planos de contingência à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Foram solicitados à Secretaria da Saúde do Estado a destinação de testes rápidos, respiradores e equipamentos médicos para tratamento dos infectados. Os internos estão sendo vacinados para H1N1.

A juíza Luciana Teixeira, titular da 2ª Vara de Execução Penal, afirmou que não existe ação de desencarceramento em massa. Ao todo, 1.439 detentos passaram a ser monitoradas entre os dias 18 de março a 12 de maio. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 32,62%. O comitê de enfrentamento ao coronavírus considera o número razoável em relação ao momento de pandemia.

 

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