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Fortaleza
NOTÍCIA

Movimentos sociais realizam manifestação pelo Dia Internacional da Mulher em Fortaleza

Ato cultural tem na programação rodas de conversa, oficinas, intervenções, caminhada e shows; evento ocorre no Dragão do Mar

Bemfica de Oliva
18:34 | 08/03/2020
FORTALEZA,CE,BRASIL, 08-03-2020:Ato pela vida das mulheres, Manifestação feita na Avenida Historiador Raimundo Girão, com saida do Dragão do Mar até o Aterro da Praia de Iracema. (Foto: Beatriz Boblitz/O POVO)
FORTALEZA,CE,BRASIL, 08-03-2020:Ato pela vida das mulheres, Manifestação feita na Avenida Historiador Raimundo Girão, com saida do Dragão do Mar até o Aterro da Praia de Iracema. (Foto: Beatriz Boblitz/O POVO) (Foto: Beatriz Boblitz)

Diversos movimentos sociais de Fortaleza organizam neste domingo, 8, no Dia Internacional da Mulher, o festival 8 de março - pela vida das mulheres contra o fascismo, machismo, racismo e LGBTfobia. A programação está acontecendo desde as 14 horas no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, no Centro.

Leias mais sobre o Dia da Mulher >> O POVO desenhou um dicionário de verbetes descritos por mulheres. São múltiplos femininos ressignificados. Confira

Além da temática feminista, são abordados também durante a manifestação as lutas contra o fascismo e contra a política de retirada de direitos sociais. Manifestações similares ocorrem também em pelo menos outras 15 cidades brasileiras. Segundo a organização, cerca de 10 mil pessoas participam do ato em Fortaleza.

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Durante a tarde aconteceram rodas de conversa, oficinas e intervenções culturais. No momento as participantes estão em caminhada, seguindo pelas avenidas Almirante Barroso e Historiador Raimundo Girão até a Praia de Iracema. A passeata retornará pela Rua dos Tabajaras até o Poço da Draga, voltando em seguida ao Dragão do Mar para o encerramento do festival, que contará com apresentações musicais (confira programação ao fim da matéria).

Para Edna Carla, representante das Mães do Curió, a importância de estar no ato é na reivindicação de direitos enquanto "mulheres, trabalhadoras, mães, e seres humanos". Ela pontua também que a associação que faz parte, que reúne as mães das vítimas da chacina ocorrida na grande Messejana em novembro de 2015, representa mulheres que tiveram seu direito "de envelhecer ao lado dos filhos" violado pelo próprio Estado. "É isso que a Polícia no País, não apenas no Ceará, vem fazendo: deixando mães da periferia sem seus filhos", conclui.

Telma Tremembé, artesã e escritora indígena, entende que já houve ganhos importantes para as mulheres, mas que ainda há muito a percorrer: "durante muito tempo fomos caladas, e hoje precisamos falar". Para ela, é importante ocupar espaços e se fazer visível para atingir os objetivos das manifestações. "Não vamos estar apenas nas aldeias, estaremos nas ruas, no Centro, em Brasília, onde precisarmos. Onde quiserem ferir nossos direitos, lá nós vamos estar", completa.

A jornalista Mara Beatriz, que faz parte da ONG Mães pela Diversidade, pondera que falta muito para alcançar a igualdade entre os gêneros. "De equiparação salarial à violência doméstica, passando pela transfobia... É muita coisa". Ela afirma que o avanço deve vir em todos os níveis, inclusive no do discurso: "é preciso sempre estudar, ler, pensar sobre o feminismo".

Programação de encerramento

-Tambores de Safo
-Fran DDK
-Masôr Costa
-Bárbara Sena
-Simone Sousa
-Jord Guedes
-Luiza Nobel

Com informações da repórter Marcela Tosi