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Fortaleza
NOTÍCIA

Após queda de muro, prédio da Anatel é desocupado mesmo sem risco de desabamento

De acordo com o presidente regional da Anatel, Gilberto Studart, com a desocupação o órgão busca mostrar transparência e consideração aos cidadãos. Órgão deve voltar a funcionar até quarta-feira, 5

Lucas de Paula
14:59 | 04/02/2020
Prédio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
Prédio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) (Foto: DEÍSA GARCÊZ/Especial para O POVO)

O prédio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em Fortaleza, no bairro Dionísio Torres,  foi desocupado nessa segunda-feira, 3. A decisão foi tomada após queda do muro no entorno do edifício na sexta-feira, 31. O órgão recebeu visita da Defesa Civil que constatou não haver risco, mas mesmo assim a Anatel aguarda laudo para voltar a funcionar. O documento deve ser divulgado até quarta-feira, 5.

De acordo com o presidente regional da Anatel, Gilberto Studart, a decisão foi tomada pensando em mostrar preocupação com os servidores e pessoas que frequentam diariamente o prédio. Ele destaca que o órgão busca mostrar transparência e consideração com os cidadãos.

“A decisão foi nossa, não foi da Defesa Civil. Ao contrário, a Perícia Forense esteve aqui, verificou que não tinha nada, mas como surgiram rumores na imprensa a gente resolveu deixar isso de forma bem clara para as pessoas terem consciência”, declarou Gilberto.

A atitude, tomada até que todo o caso seja devidamente esclarecido, é classificada como “desocupação cautelar”. Segundo Gilberto, são falsas as acusações de que o prédio estaria irregular. O relatório usado para validar o argumento de irregularidade na verdade seria, de acordo com Gilberto, um estudo preliminar de julho do ano passado. “Alguém pegou um relatório antigo. Não havia sido constatado nada ainda. Algumas reformas que deveriam ser feitas já foram feitas”, afirma.

ENTENDA O CASO

A pedido da Anatel, um relatório de reformas emitido pela Oliveira Araújo Engenharia, de Goiás, apontava falta de segurança e supostas irregularidades no prédio do órgão. Nele, a empresa afirmava que havia entrada de água nas lajes e vigas de cobertura, o que poderia "acarretar danos ao concreto, como a carbonatação acelerada, e corrosão das armaduras, com perda de sessão".

Além disso, pedia “intervenção imediata de isolamento da área abaixo dele, afim de reduzir o risco de possíveis vítimas em caso de colapso. Será proposta a execução de novo sistema de contenção e muro de divisa”.

Entretanto, Gilberto Studart enviou ao O POVO um relatório que contesta a Oliveira Araújo Engenharia. Emitido pelo Laboratório de Reabilitação e Durabilidade das Construções (Lareb), ligado ao Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal do Ceará (UFC), o ofício analisa o parecer técnico apresentado pela empresa.

O documento aponta que “não são apresentados elementos técnicos que o caracterizem como uma análise estrutural, como por exemplo, análise das capacidades resistentes dos elementos ou análise estática”. Além disso, não haveria pontos do relatório que mostrem “análise ou procedimento de cálculo que afirmem a natureza estrutural do relatório apresentado”.

 

Colaborou Angélica Feitosa