Assaltos e tentativas de assalto são registrados dentro do Campus do Itaperi da Uece

Cerca de 150 estudantes realizaram uma manifestação nesta quarta, 29. Alunos da Educação Física somente acessam complexo esportivo em grupos por medo de assaltos. Um dos estudantes foi abordado na manhã desta quinta, 30. Falta de iluminação e mato crescido são os pontos agravantes para ocorrências

Estudantes do curso de Educação Física, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), temem acessar sozinhos o complexo poliesportivo do Campus do Itaperi, no bairro homônimo, por medo de assaltos. Na manhã desta quinta, 30, um deles, Ruan Santos, 19, aluno do segundo semestre do curso, sofreu uma tentativa de roubo por dois homens. Segundo o jovem, ele caminhava na estrada que leva do restaurante universitário até o centro de esportes quando dois homens saíram do matagal para abordá-lo. “Eles estavam com uma faca e uma arma na mão. Mas quando viram o guardinha, recuaram”, conta.

Na última terça, 28, uma professora do curso sofreu uma abordagem também próximo ao complexo poliesportivo. De acordo com os estudantes, ela estava em um carro e conseguiu fugir da ação. Cerca de 150 alunos organizaram uma manifestação, na manhã da última quarta, 29, na sede da reitoria da Uece, pedindo aumento efetivo da segurança. “Precisamos da área de esportes para as nossas cadeiras práticas. Mas é difícil porque estamos sempre com medo de sofrer um assalto ou talvez algo até pior. É triste demais”, lamenta Bianca Araújo, 18, também aluna do curso.

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O matagal ao lado da lagoa é alto e em somente dois postes há iluminação. “Ficamos até apreensivo e tentamos ir o mais cedo possível para o centro, antes que chegue a noite”, revela Tainan Braga, 18, também aluno do curso de Educação Física. Embora as aulas da faculdade somente aconteçam pela manhã e pela noite, as quadras são usadas pelo atletas da seleção da Uece e pelos estudantes para a disputa de partidas.

Ariel Lourenço Saraiva, 22, aluno do 7o semestre do curso, informa que ouviu pelo menos sete relatos de assaltos e tentativas de assalto no local. “A universidade tem poucos recursos humanos para supervisionar a rota e nós identificamos pontos estratégicos que poderiam ter uma maior atenção, onde os assaltos mais acontecem”, afirma.

O vice-reitor da Uece, Hidelbrando Soares, conta que o complexo poliesportivo foi entregue à comunidade em 2012, dentro de uma área de expansão da universidade. Ele afirma que o Campus Itaperi sofreu pequenos furtos, arrombamentos e tentativas de assaltos e, por isso, houve uma mudança de rotina. "O Campus Itaperi viveu, num passado recente, um conjunto de pequenos eventos delituosos que chegaram, em 2016, a 70 ocorrências no ano, mas com o apoio da 5ª Delegacia de Polícia, da Polícia Militar e da reorganização da equipe de segurança da própria universidade, conseguimos reduzir drasticamente, não ultrapassando a dez ocorrências por ano", garante.

“Tivemos uma tentativa de assalto numa área de passagem entre o complexo e o restaurante universitário”, confirma. Segundo ele, a área do campus da Uece, de 104 hectares entre área construída e de mata e cinco quilômetros de muro, implica em um maior segurança."O tamanho da equipe de segurança é menor do que a universidade precisa. Estamos com uma licitação em tramitação, com essa licitação conseguiremos melhorar o quadro de efetivos de segurança na universidade", aponta.

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