PUBLICIDADE
Fortaleza
Noticia

Entregadores de aplicativo protestam após casos de acidentes no trânsito envolvendo a categoria

A primeira manifestação foi registrada nas proximidades da Praça Portugal, na Aldeota, por volta das 11 horas desta segunda-feira, 6

15:00 | 06/01/2020
Protesto foi realizado em frente ao IJF também
Protesto foi realizado em frente ao IJF também (Foto: LEITOR VIA WHATSAPP O POVO)

Atualizada às 20h36min de 06/01/20

Entregadores de aplicativo se concentraram nesta segunda-feira, 6, em pelo menos dois pontos da Capital cearense para reivindicar alguns direitos da categoria. De acordo com a entregadora Kelly Dias, a exigência dos trabalhadores é por mais segurança e justiça pelos casos de violência registrados em Fortaleza.

A primeira manifestação foi registrada nas proximidades da Praça Portugal, no bairro Aldeota, por volta das 11 horas desta segunda-feira, 6. Segundo a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), os cruzamentos da rua Barbosa de Freitas com a avenida Dom Luís e com a avenida Desembargador Moreira foram fechados.

Em seguida, o grupo se reuniu em frente ao Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro, para protestar e realizar uma oração em intenção a Alex Alberto Fernandes Barros, entregador de lanches que foi atropelado no último domingo, 5, na rua Dom Sebastião Leme. De acordo com o IJF, o trabalhador deu entrada na unidade de saúde no fim da tarde desse domingo e segue internado. A assessoria do hospital afirmou que maiores informações sobre o estado de saúde de Alex só podem ser repassadas à família.

Segundo testemunhas, o homem foi atingido após um motorista, possivelmente alcoolizado, invadir a preferencial. Além desse acidente, um outro caso também foi registrado no domingo, 5, contra um outro entregador. A vítima de aproximadamente 30 anos foi executada no Parque Potira III, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, após ser abordada por dois homens.

“A gente só está nessa profissão porque não tem outra coisa pra fazer. Porque se tivesse uma profissão menos perigosa, a gente estaria trabalhando”, pondera a entregadora Kelly Dias, clamando por justiça.