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CGD nega irregularidades em operação que terminou com PM baleado

O órgão nega irregularidades na operação que terminou com um policial militar investigado baleado. O órgão afirma que a ação não teve participação da Coin. Ainda afirma que o policial não está paraplégico

09:49 | 22/08/2019
Imagens flagraram um momento da abordagem
Imagens flagraram um momento da abordagem (Foto: FOTO: Reprodução )

Após a operação da Controladoria Geral de Disciplina (CGD), que investigava um policial suspeito de extorsão, e que terminou com o agente de segurança baleado, o órgão se pronunciou por meio de uma nota desmentindo informações divulgadas em redes sociais que denunciavam irregularidades na abordagem. A CGD afirma a Coordenadora de Inteligência (Coin), da SSPDS, não participou da operação e que o órgão não possui Corolla de cor prata, como também havia sido divulgado na Internet. O órgão ainda afirmou que o policial não ficou com os membros inferiores paralisados.

Conforme a nota, a CGD afirma que realizou uma operação com a finalidade de apurar uma denúncia de extorsão, que supostamente envolveria agentes da segurança pública. "Fato foi encaminhado ao órgão correcional por meio de agentes da Inteligência da Polícia Militar do Estado Maior", divulgou.

Depois que recebeu a denúncia, o órgão afirmou que foi instaurado procedimento para apurar os fatos que foram realizadas as diligências. Na terça-feira, 20, a vítima recebeu novas ameaças e comunicou à autoridade policial. O órgão afirma que equipes foram encaminhadas ao local e flagraram a ação criminosa. Depois que a vítima entregou o valor exigido, o policial teria virado em direção ao policial da Delegacia de Assuntos Internos (Dai) com a arma em punho. E que um tiro foi disparado, diferente do que foi divulgado em redes sociais.

"Ao ser lesionado, o mesmo, sem a carteira funcional, identificou-se verbalmente como policial militar, informando ainda aos agentes que já respondia a procedimento junto ao órgão correcional. O policial militar foi prontamente socorrido pela viatura da DAI e levado à unidade hospitalar. Os demais envolvidos fugiram do local", divulgou o órgão.

Conforme a delegacia, o policial militar preso em flagrante já responde a dois Conselhos de Disciplina referente a outros fatos, dentre eles homicídio, cujos processos se encontram na fase de instrução processual. Ele também é investigado em três Inquéritos Policiais que tramitam junto à Delegacia de Assuntos Internos, e, ainda, responde a cinco ações penais no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), sendo uma pelo crime de homicídio.

A DAI solicitou que a Controladoria requeresse ao Ministério Público Estadual (MPCE) a instauração de Procedimento de Investigação Criminal (PIC), referente a lesão por intervenção policial, além do acompanhamento por membro do MP do inquérito que apura o crime de extorsão.

"Diferentemente do que vem sendo divulgado nas redes sociais, a CGD não possui um corola prata, tendo o veículo não participado da operação. Além disso, a Controladoria reforça que não houve a participação de policiais da Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Coin). Participaram apenas policiais da DAI/CGD e da Inteligência da Polícia Militar do Estado Maior. Esclarece, ainda, que todas as medidas de polícia judiciária foram adotadas, tendo a arma do policial da DAI, e do policial infrator, sido apreendidas e encaminhadas a Perícia Forense, bem como foi realizado exame de corpo de delito. A Controladoria acompanhando o estado de saúde do policial militar, obteve a informação de que seu quadro clínico é considerado estável, sem indícios de paralisação dos membros inferiores, tendo recebido relatos de que o paciente está consciente", diz a nota

Cronologia divulgada pela CGD

13 de agosto - Por volta das 15h, a vítima foi abordada por homens que se identificaram como policiais. Em depoimento, a vítima informou que foi sequestrada e conduzida até uma casa no município de Maracanaú. Ao chegar ao local, os agentes informaram que seriam policiais e teriam sido pagos para assassinar a vítima. No entanto, caso esta não quisesse morrer, teria que pagar a quantia de R$ 100 mil. Ao ser liberado pelos supostos policiais, a vítima procurou um amigo policial e relatou o ocorrido. Este, porém, orientou a procurar os agentes da inteligência da Polícia Militar, que, por sua vez, encaminhou o caso à Controladoria Geral de Disciplina.

14 de agosto - A vítima procurou a Controladoria Geral de Disciplina e denunciou o ocorrido. Foi instaurado um procedimento para investigar a denúncia. Diligências foram realizadas a fim de identificar os envolvidos.

16 de agosto - Por meio de mensagens no Whatsapp, a vítima recebe novas ameaças de morte exigindo o pagamento, desta vez estendida também aos seus familiares. Neste dia, equipes da CGD/DAI tentaram flagrar o pagamento da extorsão, mas não obteve sucesso.

20 de agosto - Novas ameaças exigindo o pagamento são realizadas e os supostos policiais marcaram um encontro para pagamento da extorsão. A ação foi comunicada a equipe da Delegacia de Assuntos Internos (DAI/CGD), que surpreendeu o policial logo após ter ido buscar o dinheiro fruto da extorsão à vítima. Após, foi lavrado o flagrante.