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NOTÍCIA

Pefoce identifica falsificação de digital em identidade e cearense foragido é preso no RJ

Douglas foi detido em operação policial no Rio de Janeiro e possui mandado de prisão em aberto por homicídio. Ele é vinculado a uma organização criminosa

22:28 | 17/06/2019
Impressões digitais foram colhidas no Rio de Janeiro e encaminhadas ao Ceará, onde foi feito o laudo que identificou que os dados e digitais eram do irmão de Douglas
Impressões digitais foram colhidas no Rio de Janeiro e encaminhadas ao Ceará, onde foi feito o laudo que identificou que os dados e digitais eram do irmão de Douglas (Foto: foto: Divulgação/Pefoce )

A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) auxiliou na prisão de um integrante de organização criminosa depois que analisou uma identidade expedida no Ceará e constatou uma diferença nas impressões digitais. Francisco Douglas Sousa Sales, de 24 anos, foi detido no Rio de Janeiro (RJ) após uma ação policial, na última quinta-feira, 13. Ele apresentou o documento e os policiais desconfiaram da identidade. A Perícia papiloscópica constatou que a célula foi emitida no Ceará no ano de 2012, no entanto estavam com digitais e dados do irmão de Douglas. 

Conforme a Pefoce, as digitais e os dados da cédula não correspondiam às impressões digitais de Douglas, mas ao irmão dele. Uma nova busca encontrou um mandado de prisão em aberto por homicídio que Douglas é acusado de ter praticado. O crime aconteceu em 2018, no Ceará. Ele também possui antecedentes criminais no Ceará por lesão corporal e ameaça.

Esse trabalho de verificação da identidade foi feito na Coordenadoria de Identificação Humana e Perícias Biométricas (CIHPB). De acordo com o auxiliar de perícia e supervisor do Arquivo Onomástico da CIHPB, Felipe Moura, a Polícia Civil do Rio de Janeiro fez o contato com a Perícia Forense para descobrir a verdadeira identidade do suspeito, que havia apresentado outro nome aos policiais. Depois que recebeu os dados e as impressões digitais, a perícia papiloscópica verificou que as digitais de Douglas coincidiam com a ficha criminal.

A Polícia Civil do Rio informou que o cearense estará temporariamente detido na Delegacia de Roubos e Furtos da cidade carioca, onde aguarda transferência para o Ceará.

Confira abaixo nota na íntegra da CIHPB que explica como ocorre esse tipo de perícia:

É a CIHPB que, a partir do registro dos dados biométricos civis, auxilia outras coordenadorias da Pefoce com informações para o desenvolvimento da atividade técnico-pericial que dependem, principalmente, da papiloscopia (análise das impressões digitais) para comprovação científica e elaboração de laudos. Para as demandas referentes à identificação de pessoas e perícias biométricas, a CIHPB possui três laboratórios especializados para cada tipo de atividade.

O Laboratório de Impressões Papiloscópicas (LIP) realiza o levantamento de impressões digitais latentes em objetos encaminhados pelos peritos da Coordenadoria de Perícia Criminal (Copec) ou autoridades policiais. O Laboratório de Identificação Necropapiloscópica (LIN) faz a identificação de todos os corpos que dão entrada na Coordenadoria de Medicina Legal (Comel). Já no Laboratório de Identificação de Desconhecidos e Desaparecidos (LIDD), o trabalho consiste na identificação de pessoas que dão entrada em hospitais ou abrigos sem documento de identificação ou desorientados/com a saúde debilitada.

Além dos laboratórios, a CIHPB é responsável pela identificação civil dos cidadãos em solo cearense com o serviço de emissão de documentos de identidade e é também responsável pela identificação criminal, reunindo os dados das pessoas detidas, sejam adultas ou adolescentes, atendendo às solicitações oriundas de autoridades judiciárias ou policiais do Estado.

 Redação O POVO Online