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NOTÍCIA

Escolas públicas aderem à greve e não têm aula nesta sexta-feira

Movimento faz parte de uma série de atos contra a proposta da reforma da Previdência e os cortes na Educação em todo o País

14:22 | 14/06/2019

Colégios da rede pública de ensino estão sem aula nesta sexta-feira, 14. O motivo é a adesão de alunos e professores ao Dia Nacional de Paralisação contra a proposta da reforma da Previdência e os cortes na Educação. A greve geral convocada para hoje faz parte de uma série de atos que acontecem em todo o Brasil desde maio. 

No colégio Adauto Bezerra, na Capital, não haverá aula em qualquer dos períodos letivos. Apenas alguns funcionários estão na segurança e na recepção desses colégios e informaram ao O POVO Online que alunos, professores e coordenadores decidiram se unir à manifestação na Praça da Bandeira.

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Segundo o Sindicato dos Professores e Servidores da Educação e Cultura do Estado e Municípios do Ceará (Apeoc), houve acordo unificado entre os colégios públicos de todo o Estado para aderir à paralisação geral dos trabalhadores. O Apeoc contabiliza que professores da rede pública de pelo menos 27 cidades do Estado acordaram na adesão.

De acordo com a Secretaria Municipal da Educação (SME), 95% das escolas municipais estão sem aulas devido a adesão de alunos e professores aos protestos. A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) ressalta que não haverá prejuízos para a aprendizagem dos alunos e os 200 dias letivos serão cumpridos.

Outras escolas fechadas são a EEFM Doutor César Cals, no bairro Farias Brito, e a EEFM Frei Lauro Schwarte, no Centro. O Colégio particular Escola Vila também paralisou suas atividades. Em comunicado aos pais dos alunos, a escola afirma que adere a greve geral "em respeito a todo povo brasileiro" e aos "colaboradores que querem participar do ato".

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Já na Universidade Federal do Ceará (UFC), em frente a qual muitos manifestantes se reuniram na manhã desta quarta-feira, não houve decisão conjunta dos campi ou das faculdades. A realização de aulas nesta sexta-feira, 14, depende dos departamentos, coordenações ou dos próprios professores.

Marcela Tosi/Especial para O POVO