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"Se beber, case"

Noivos trabalham como ambulantes nas festas de Pré-Carnaval para pagar casamento

A sintonia do casal é sentida por estranhos que, além de ajudar com o sonho dos noivos, param para dar conselhos sobre relacionamentos e amor

11:08 | 19/02/2019
(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
(Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Na virada do ano, ajoelhado no calçadão da Praia de Iracema, Gustavo Henrique Alves, 25, pedia Evania Mara Oliveira, 24, para ser sua noiva. A primeira lembrança de 2019 é o que está motivando os noivos a buscar maneiras de realizar o casamento dos sonhos. Determinados a arrecadar dinheiro para a cerimônia, o casal volta ao mesmo calçadão há três semanas para vender cervejas nos Pré-Carnavais de Fortaleza. “Não são festas que sempre curtimos juntos, mas, a partir de hoje até o resto de nossas vidas, vai ser”, promete Evania.

Os dois se conheceram há um ano, por meio de um aplicativo de paqueras. A primeira conversa não deu em nada, como muitas trocadas pelo app. No entanto, depois de alguns meses, o casal voltou a se falar e marcou o primeiro encontro. “É amor de verdade, e olha que nem sou a mais romântica do casal”, brinca a fisioterapeuta. Ela diz que Gustavo tem um jeito de fazer com que os momentos sejam mais especiais. Quando se encontraram pela primeira vez, ele deixou a timidez de lado e tocou violão, pois sabia que Evania gostava de ouvi-lo.

“Nossa sintonia desde o início foi muito surreal. Desde então não nos desgrudamos mais”, diz. Este ano marcará o primeiro Carnaval que o casal passará junto. A ideia de vender bebidas surgiu de Gustavo, que já tinha trabalhado como ambulante na festa de 2018, vendendo dindin alcoólico.

Com a ajuda de amigos e familiares para conseguir as caixas de isopor e o carrinho de carga, os noivos estão conseguindo vender mais do que o esperado. Antes com meta de R$ 5 mil, Evania diz que agora pretendem arrecadar R$ 15 mil.

Três fins de semana de vendas foram suficientes para o casal mudar a meta de R$ 5 mil para R$ 15 mil, devido ao sucesso
Três fins de semana de vendas foram suficientes para o casal mudar a meta de R$ 5 mil para R$ 15 mil, devido ao sucesso (Foto: Arquivo Pessoal)

A data do casório está marcada para julho de 2020. Até lá, o casal busca se conhecer ainda mais e fortalecer os laços. Para Evania, vender as bebidas juntos está ajudando na formação de uma parceria com Gustavo. “Isso vai construindo um alicerce importante para a nossa vida a dois”, diz.

Além da renda extra, eles têm recebido inúmeros conselhos sobre amor e relacionamentos dos clientes. “Um ou outro chega e diz para não casar, mas a maioria é na brincadeira. Tem muitas pessoas desacreditadas no casamento. Queremos levar a mensagem positiva, de que é possível casar e continuar se divertindo, indo a festas e bebendo”.

Por isso, para divulgar o projeto, o casal fez o perfil no Instagram “Se beber, case”. O apoio dos amigos tem sido imprescindível para o sucesso de vendas. “No primeiro sábado foi muito difícil, mas conseguimos pegar o jeito e entender o funcionamento dos eventos. No terceiro dia que fomos foi surreal. A notícia se espalhou, muita gente compartilhou as postagens e fomos muito procurados”, conta feliz. Ela com véu de noiva e ele com plaquinhas explicando a história de amor são facilmente encontrados no meio da multidão por quem quer não só comprar bebidas, mas também compartilhar dicas e celebrar o amor do casal.

Evania e Gustavo já planejam as estratégias para continuar vendendo no São João e em outros eventos abertos da Capital. O trabalho duro vai compensar quando puderem curtir a festa junto com os convidados. Comida farta, música boa e, claro, as cervejas não podem faltar, de acordo com o casal. A Praia de Iracema ainda vai ser palco de mais um momento marcante na vida dos noivos. Evania afirma que as fotos do casamento serão feitas no mesmo lugar do pedido e das vendas em parceria com o amado.

Alexia Vieira