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VIOLÊNCIA

Suspeito de homicídio, policial militar tem prisão preventiva decretada

Luís Mardônio Moraes da Silva é suspeito de participação em um homicídio ocorrido no último domingo no bairro Planalto Ayrton Senna

20:11 | 08/02/2019

Um policial militar teve prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira, 8. Luís Mardônio Moraes da Silva é suspeito de participar de um homicídio ocorrido no último domingo, 3, no bairro Planalto Ayrton Senna.

Conforme a decisão da audiência de custódia, a vítima estava em um grupo de cinco pessoas, em frente a um motel da avenida Godofredo Maciel, por volta das 5 horas. Eles foram abordados por três homens que se diziam policiais. O trio pediu o celular à vítima, momento em que a assassinaram.

Conforme estatísticas da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o único homicídio registrado na região no domingo teve como vítima Jonathas Silva de Araújo, de 32 anos.

Câmeras de vigilância flagraram o carro usado na ação, modelo Corsa Classic, de cor preta. O veículo foi encontrado por policiais civis em posse do suspeito na tarde do dia seguinte ao crime, em uma borracharia. O soldado foi preso em flagrante e indiciado. Na audiência, o PM teria apresentado versão "fantasiosa" para explicar a posse do carro, assinalou o juiz que decretou a prisão. "Como se não bastasse, não apresentou álibi idôneo", continuou, na decisão.

"Com efeito, tudo indica que não era um assalto, tanto que não houve a preocupação de se retirar qualquer pertence das vítimas, mas sim uma abordagem de natureza policial, feita de forma violenta e que resultou em tragédia".

Para fundamentar a opção pela prisão, o juiz citou a condição de policial do acusado — o que o daria acesso a arma de fogo — e a existência de outros envolvidos soltos — que geraria temor nas testemunhas e vítimas sobreviventes. Existe "potencial de que o autuado interfira no curso das investigações, razão pela qual sua segregação cautelar faz-se necessária".

"No caso dos autos, a situação é gravíssima. Apesar da primariedade do autuado, as circunstâncias apuradas até o momento indicam que houve praticamente uma execução a sangue frio, e que a abordagem feita ao grupo pelos três homens, parece efetivamente ter sido feita por Policiais e não por assaltantes comuns", escreveu.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Redação O POVO Online