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SEGURANÇA PÚBLICA

Visitas a penitenciárias permanecem suspensas; Estado espera reforço federal de agentes

A SAP informou que as visitas estão suspensas em cinco unidades prisionais: Agente Luciano Andrade Lima (antiga CPPL I), Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL III), Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II), UP Professor José Sobreira de Amorim e UP Desembargador Francisco Adalberto Barros de Oliveira Leal

11:45 | 05/02/2019

Presente na primeira sessão legislativa do ano, na Assembleia, o secretário da Administração Penitenciária (SAP), Mauro Albuquerque, confirmou que as visitas a algumas das unidades prisionais (UPs) do Estado permanecem suspensas. A sessão é realizada na manhã desta terça-feira, 5, com o governador Camilo Santana e secretários.

A pasta informou que as visitas estão suspensas por tempo indeterminado na UP Agente Luciano Andrade Lima (antiga CPPL I), Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Clodoaldo Pinto (CPPL III), Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO II), UP Professor José Sobreira de Amorim e UP Desembargador Francisco Adalberto Barros de Oliveira Leal.

Segundo o secretário, é certo que a frequência de visitas será reavaliada e devem ter mais "decência e segurança", disse Mauro. É esperado reforço de, pelo menos, 90 agentes penitenciários providos pelo Governo Federal.

"Se você der espaço, ele (crime) vai tentar tomar. É fato. A partir do momento que o Estado está presente, dificulta. Com isso, a gente cessou a fonte de renda do preso dentro do sistema penitenciário", completou o titular da SAP, elogiando Moro e Bolsonaro.

"O Ceará enfrentou um problema que afeta todo o País há décadas, negligenciado sobretudo pelo chefe da nação, que transferiu para estados e municípios a responsabilidade de enfrentar sozinhos um problema que é de todos. Armas e drogas pesadas entram pelas fronteiras e abastecem o crime organizado", disse Camilo, em discurso aos deputados eleitos para o termo 2019-2022, também mencionando o apoio recebido pelo Governo Federal. "Não haverá trégua contra a criminalidade. No Ceará, não iremos permitir que cadeias sejam escritórios do crime e que bandidos tenham regalias".

Com informações dos repórteres Carlos Holanda e Germana Pinheiro (O POVO CBN)