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Saúde Pública

319 pacientes estão em corredores de hospitais e nas UPAs, aponta Sindicato dos Médicos

Levantamento apurou a situação de cinco grandes hospitais e UPAs em Fortaleza e Região Metropolitana

14:13 | 04/02/2019
IJF tinha 26 pacientes aguardando atendimento no corredor na última quinta-feira, 31
IJF tinha 26 pacientes aguardando atendimento no corredor na última quinta-feira, 31

319 pacientes aguardam atendimento nos corredores dos maiores hospitais públicos de Fortaleza e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), de acordo com levantamento feito na última quinta-feira, 31, pelo Sindicato dos Médicos do Ceará em parceria com a Associação Médica Cearense (AMC).

Para a obtenção dos dados, foi feita uma apuração em cinco grandes hospitais da Capital: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto (HSM), Hospital de Messejana (HM), Instituto Doutor José Frota (IJF) e Hospital Albert Sabin (HIAS). O HGF registrou o maior número de pacientes (122), seguido pelo Hospital de Messejana (83). As outras unidades ficaram com marca abaixo de 30 pacientes.

Nas UPAs, o número (40) corresponde aos pacientes internados em estado grave por mais de 24 horas. Essas unidades, entretanto, deveriam ficar reservadas apenas ao atendimento de urgência e emergência. Ao detectar a necessidade de um tratamento mais especializado, é necessário o encaminhamento para os hospitais. As UPAs que foram monitoradas para essa pesquisa foram do Jangurussu, Canindezinho, José Walter, Pirambu e Maracanaú.

Por meio do chamado “corredômetro”, o sindicato monitora os pacientes que estão em corredores desde 2016. Em balanços feitos entre os meses de maio e dezembro de 2018, os dados obtidos não ficaram com número abaixo de 247 pacientes. A unidade com estado mais crítico de superlotação foi o HGF, que apenas no mês de junho registrou mais de 100 pacientes em corredores.

O novo secretário da Saúde do Ceará, Dr. Cabeto, afirmou, em entrevista exclusiva ao O POVO, sua intenção de otimizar os leitos hospitalares, diminuindo o tempo de internação. O secretário fala que, além de aumentar o número de leitos, deve-se tomar uma medida mais imediata para melhorar a eficiência. Para ele, é preciso conhecer bem o que está sendo gasto e se o resultado está adequado.

Até a publicação desta matéria, as secretarias da Saúde de Fortaleza e do Ceará, responsáveis pela administração das unidades, não haviam se posicionado oficialmente acerca do cenário apresentado. A assessoria da Prefeitura de Fortaleza apenas comentou das reformas e a criação de novos leitos que estão sendo desenvolvidas. Também foi citada a construção de um novo hospital infantil municipal ao lado do Hospital da Mulher, no Jóquei Clube.