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Pedra da Risca do Meio

Plano de manejo de parque marinho começa a ser concebido

Parque foi criado em 1997 e, em 22 anos, nunca foi feito um planejamento para a manutenção ou estudo. Ações do convênio assinado entre o Labomar e a Sema, com recursos nacionais do Funbio, devem assegurar ações de preservação, mapeamento e turismo

23:25 | 28/02/2019
Duas espécies comuns no Parque da Pedra da Risca do Meio são Lanceta-azul ou Peixe cirurgião azul (Acanthurus coeruleus) e, ao lado, o Paru-jandaia ou Ciliaris (Holacanthus ciliares). (Foto: Eduardo Freitas/Divulgação)
Duas espécies comuns no Parque da Pedra da Risca do Meio são Lanceta-azul ou Peixe cirurgião azul (Acanthurus coeruleus) e, ao lado, o Paru-jandaia ou Ciliaris (Holacanthus ciliares). (Foto: Eduardo Freitas/Divulgação)

Após 22 anos de criação, o primeiro parque marinho reconhecido no Ceará terá um planejamento de preservação, biodiversidade e turismo ecológico. Todos os passos começaram a ser definidos nesta quinta-feira, 28, primeiro dia de elaboração do Plano de Manejo do Parque Estadual da Pedra da Risca do Meio.

Com duração de cinco anos, o projeto conta com verba de R$ 2 milhões para ser empregada na conservação, proteção e turismo de áreas marinhas. As ações fazem parte do convênio assinado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), e a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema), para uso do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O documento precisa ser entregue em novembro.

O parque fica localizado a 12 km da costa, partindo da Praia do Mucuripe. São 33 km² de área, em volta de uma pedra submarina, com diversidade de recifes de corais, vasta quantidade de espécies de peixes, lagostas e tartarugas.

"O Labomar detém toda a expertise técnica e vai orientar todas as ações de conservação do parque. A primeira fase passa pela identificação e caracterização de toda a flora e fauna marinha do parque", informa o reitor da UFC, Henry Campos.

Professor do Labomar, Marcelo Soares é um dos coordenadores do projeto e explica que será criado um modelo de turismo sustentável. Antes disso, segundo ele, é necessário catalogar a vida marinha e verificar se existe algum tipo de interferência humana predatória, como pesca e poluição. Já foram observadas 13 espécies ameaçadas de extinção.

"(O plano de manejo) é um documento para guiar a administração e as ações de gestão da área de preservação, e pode prever, inclusive, algumas atividades que possam vir a ter algum benefício econômico sustentável, como o turismo de mergulho", informa Soares.

Titular da Sema, Arthur Bruno assegurou a compra de um guincho para facilitar a atracagem do barco do Labomar na área e a despesa com o combustível necessário para realização do mapeamento.

ANGÉLICA FEITOSA