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Pesquisa Fecomércio-CE

Tempo médio de atraso nas dívidas do consumidor fortalezense é de 66 dias

O número de pessoas que possuem contas atrasadas em Fortaleza, no mês de fevereiro, é de 20,7%

17:33 | 27/02/2019
60,5% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. (Foto: Divulgação)
60,5% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. (Foto: Divulgação)

O número de consumidores que possuem contas atrasadas em Fortaleza, no ano de 2019, teve acréscimo de 1,4%, passando de 19,3%, em janeiro, para 20,7% em fevereiro. O tempo médio de atraso das dívidas é de 66 dias. Os dados são da Pesquisa do Endividamento, divulgados pela Federação de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio-CE).

O levantamento revelou que, na Capital, 60,5% dos compradores possuem alguma dívida. O percentual é menor que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foi contabilizado 70,5%. No entanto, o valor supera o indicador do mês de janeiro que foi 55,8%.

As contas têm valor médio de R$ 1.377, com prazo médio de sete meses. Segundo Cláudia Brilhante, diretora institucional da Fecomércio-CE, a principal causa do desequilíbrio financeiro entre os endividados é a falta de planejamento orçamentário. Ela ressalta que os consumidores receberam o 13º salário no fim do ano passado e acabaram se "empolgando" com as compras.

A pesquisa aponta ainda que a inadimplência potencial passou de 7,6% em janeiro, para 8,2% em fevereiro. Esse dado é referente ao número de compradores que não possuem condições de honrar compromissos financeiros neste mês.

Cláudia Brilhante diz é "normal" que seja registrado esse aumento de 0,6% entre os inadimplentes, já que os consumidores tiveram despesas com material escolar, impostos, além de estar próximo do período do Carnaval. “As pessoas se empolgam nas datas comemorativas”.

Considera-se inadimplente o consumidor que possui alguma parcela ou dívida com atraso superior a 90 dias. O levantamento revela que mulheres com idade acima dos 35 anos e renda familiar inferior a cinco salários mínimos representam parcela com maior potencial de dívidas.

O levantamento mostrou que a diferença entre a renda e os gastos correntes foi citada por 66,9%  dos entrevistados como a principal justificativa para o não pagamento das dívidas. O segundo motivo é o uso dos recursos em outras finalidades, com 20,8%, seguido da contestação da dívida com 9,3%.

Confira a lista de fatores citados pelos consumidores que contribuem para a falta de planejamento orçamentário:

A falta de orçamento e de controle dos gastos - 55,4%;

Desemprego - 22,7%;

As compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário - 20,7%;

O aumento dos gastos considerados essenciais - 10,0%;

Compras antecipadas - 9,6%;

Redução dos rendimentos - 9,2%;

Gastos imprevistos - 8,0%.

Redação O POVO Online