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Grande Fortaleza

Terminal da Messejana é paralisado integralmente; veja como está a situação do transporte público

Por conta dos ataques, o fluxo do transporte público em Fortaleza e Região Metropolitana foi comprometido

20:20 | 03/01/2019
Passageiros foram surpreendidos com informação de que o Terminal da Messejana havia sido paralisado. (Foto: Mateus Dantas)
Uma onda de ataques criminosos toma conta da Grande Fortaleza desde a noite desta quarta, 2. Com explosão em um viaduto em Caucaia e ônibus incendiados em toda a região, o fluxo do transporte público em Fortaleza e Região Metropolitana foi comprometido. O Terminal da Messejana foi paralisado na noite desta quinta-feira, 3.
 
Passageiros reclamam que a entrada do local foi bloqueada. Fiscais da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) rebatem e dizem que ao acesso está liberado, mas ninguém entra porque “sabe que não tem ônibus”. No entanto, a reportagem presenciou pessoas sendo barradas na catraca por um funcionário. 
  
Todos os veículos da empresa Vitória, em Caucaia, foram recolhidos no início da tarde desta quinta-feira, 3, segundo funcionários. No entanto, começam a circular gradativamente nesta noite. Na Capital, a frota foi reduzida, segundo informou a Etufor. 
  
Mais cedo, os usuários eram impedidos de entrar no Terminal da Parangaba porque a frota foi paralisada. A situação causou indignação e medo na população. “Se isso está acontecendo, não é bom sinal", disse um dos passageiros barrados que não quis se identificar. 
  
Posteriormente, os ônibus da linha 041- Parangaba / Oliveira Paiva / Papicu eram alguns dos poucos que estava rodando, porém com uma frota escassa, fazendo com que os veículos saíssem do terminal muito lotado. A linha 375 - Aracapé / Parangaba II também estava funcionando, mas com escolta da Polícia.
 
Lotação no Terminal da Parangaba. (Foto: Aurélio Alves)
Do Terminal do Siqueira, por sua vez, os ônibus saíam apenas para deixar os passageiros no caminho, no máximo, até o Anel Viário, mas não levavam ninguém ao terminal. Como o número de veículos em funcionamento foi reduzido, muitas pessoas aguardaram na saída do espaço por táxis, moto táxis ou carros de aplicativos de transporte.
  
No terminal do Papicu, poucos ônibus estavam autorizados a sair do local. Os que saíam, eram escoltados por policiais. Destes, os que passam por avenidas movimentadas seguiam a rota normalmente. Os que passam por vias mais calmas demoravam muito para chegar ao local. Não há previsão de saída de ônibus para bairros como Messejana.

INGRID CAMPOS | LARISSA CARVALHO