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Segurança pública não deve ser partidarizada, diz chefe da Casa Civil no Ceará

Élcio Batista rebateu as críticas feitas por Kim Kataguri, líder do MBL, ao governo de Camilo Santana em meio à onda de ataques que assola o Ceará

10:12 | 09/01/2019
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[FOTO1]Em resposta às declarações do líder do Movimento Brasil Live (MBL), Kim Kataguri, o secretário da Casa Civil do Governo do Ceará, Élcio Batista, afirmou que a segurança pública não deve ser partidarizada. Em entrevista à Rádio O POVO/CBN, na manhã desta quarta-feira, 9, o secretário também classificou a atitude de Kataguri como "irresponsável".
 
[SAIBAMAIS]
Em vídeo, Kim, que também é deputado eleito pelo Democratas em São Paulo, criticou Camilo Santana. O vídeo é intitulado "Guerra no Ceará: a irresponsabilidade petista". Ele classificou a ajuda pedida ao Governo Federal como "tardia". Desde o último sábado, 5, agentes da Força Nacional de Segurança (FNS) reforçam o efetivo policial cearense em meio a onda de ataques. O Ceará chega ao oitavo dia da de onda de ataques promovidos por facções criminosas.

Kataguri disse que a onda de violência é uma manobra petista do governador do Estado para desgastar o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O vídeo repercutiu e foi alvo de repúdio do candidato derrotado no segundo turno das eleições 2018, Ciro Gomes. 

"Um deputado federal eleito pelo povo de São Paulo deveria pensar sobre sua responsabilidade, que é muita. Nesse momento o Ceará precisa de atenção de todo o Brasil", respondeu Élcio Batista. O chefe de governo ainda afirma que a gestão de Camilo vem trabalhando "para o povo e pelo povo".

"A segurança pública vem sendo partidarizada nos últimos 30, 40 anos e isso não pode acontecer. Partidarizar sobretudo nesse momento de crise é uma irresponsabilidade. O Brasil precisa avançar. As pessoas querem solução, e o governo Camilo está apresentando essa solução", pondera Batista.

O chefe da Casa Civil do Ceará ainda pontuou que as forças de segurança pública têm trabalhado 24 horas por dia garantindo a manutenção de serviços essenciais como unidades de saúde, coleta de lixo e atendimento de Enel e Cagece - que sofreram ataques recentemente. "Estamos praticamente todos mobilizados", frisou.

Élcio também falou sobre a importância do trabalho do funcionários da saúde pública, referindo-se a recomendação expedida nesta terça-feira, 8, pelo Sindicato dos Médicos do Ceará, pedindo que profissionais não compareçam aos seus locais de trabalho. 
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