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Fortaleza
crise na segurança pública

Estado antecipa posse e 220 novos agentes penitenciários se apresentam nesta segunda

Os novos agentes já se apresentaram na Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL I) e na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL III)

17:01 | 07/01/2019
Antes, a nomeação estava prevista apenas para março (Foto: Fábio Lima/O POVO em fevereiro de 2018)

Em meio à crise na segurança pública, o Governo do Estado do Ceará nomeou 220 agentes penitenciários nesta segunda-feira, 7. A cerimônia de posse aconteceu pela manhã na sede da Secretaria da Administração Penitenciária (Seap). Essa é uma das medidas preparadas pelo Estado para tentar conter ações de grupos criminosos dentro e fora dos presídios. Antes, a nomeação estava prevista apenas para março.
  
Os novos agentes já se apresentaram na Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (CPPL I) e na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL III), ambas em Itaitinga.
  
No dia 31 de dezembro, o governador Camilo Santana (PT) havia anunciado a convocação dos profissionais apenas para março deste ano. Porém, com a recente onda de ataques de grupos criminosos, o Estado antecipou a posse.
  
Ainda restam outros 430 agentes penitenciários, aprovados no último concurso público realizado, a assumirem os postos. Pretensão de Camilo é de nomeá-los ao longo de 2019.
  
 
 
Desde a noite de quarta-feira, 2, grupos criminosos vêm atacando transportes públicos e privados, bem como órgãos públicos e empresas particulares no Ceará. Balanço do Ministério da Justiça e Segurança Pública aponta para 143 ataques criminosos entre a última quinta-feira, 3, até a noite de domingo, 6.
  
As ações afetaram diretamente o funcionamento de serviços como coleta de lixo, transporte coletivo e comércio em Fortaleza e Região Metropolitana.
  
Apontado como um dos principais responsáveis pela crise no Estado, o secretário da Seap, Mauro Albuquerque, informou na solenidade desta manhã que cabe aos agentes penitenciários administrar o que acontece dentro dos presídios. “Nós somos responsáveis”, disse Mauro que, ao tomar posse na pasta, afirmou não reconhecer a existência de facções criminosas.

WANDERSON TRINDADE