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Fortaleza
36 crimes

2017 teve ciclo de ataques mais violento; cobrador morreu após sofrer queimaduras

O cobrador José Nunes de Sousa Neto, 56, que era deficiente físico, estava em um ônibus incendiado no bairro Jardim Fluminense. Ele não conseguiu sair do veículo a tempo, sofreu queimaduras de 3º grau e morreu 18 dias depois

21:52 | 03/01/2019

O mais violento ciclo de atentados já registrado no Ceará se deu em abril de 2017. Foram 36 ações, entre os dias 19 e 21 de abril, atingindo 30 veículos e seis prédios públicos e privados. O cobrador José Nunes de Sousa Neto, 56, que era deficiente físico, estava em um ônibus incendiado no bairro Jardim Fluminense. Ele não conseguiu sair do veículo a tempo, sofreu queimaduras de 3º grau e morreu 18 dias depois.

Um dia antes, um motorista também sofreu queimaduras, durante ataque a ônibus, na Capital. Os crimes foram praticados por membros da facção Guardiões do Estado (GDE), em reação à transferência de seus membros entre presídios do Estado. Foram incendiados 23 ônibus, dois carros da Cagece, dois da Enel e um veículo da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA).
Um terceiro carro da Enel e um carro do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) foram alvejados. Foram atacados ainda o 8º DP, 33º DP, 29º DP, além da sede da Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) e duas agências bancárias, uma da Caixa Econômica e outra do Bradesco.

Um mês antes, em março, quatro ônibus e uma cabine da PM, no Centro, haviam sido atacados. As ações seriam uma retaliação à morte de Ewerton da Costa Santos, 21, conhecido como “Saboré” e membro do Comando Vermelho, baleado durante operação da Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS, na Aerolândia. (Thiago Paiva)

 

THIAGO PAIVA