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Fortaleza


Ceará inicia 16 dias de ativismo contra a violência de gênero

Programação teve início em Fortaleza mas contempla vários outros municípios do Estado

20:36 | 21/11/2018
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A Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em junho em Fortaleza, acolheu até o fim de outubro 5.241 mulheres que sofreram algum tipo de violência. Mais de cinco mil histórias de dor que, juntas, provocam Governo e sociedade a intervir e dar um basta. Dessa forma, para endossar o movimento local que enfrenta e previne a violência contra mulheres, foi iniciada nesta semana a campanha "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero" no Ceará.
  
A abertura da campanha, que é mundial, aconteceu na terça-feira, 20, com debate sobre maneiras de prevenção e acolhimento. O seminário sobre dignidade, acesso e humanização no atendimento em saúde às mulheres vítimas da violência foi viabilizado por diferentes órgãos, entre públicos, não governamentais e acadêmicos.
  
O ativismo intensificado segue até o dia 11 de dezembro e tem extensa programação tanto na Capital como em Tianguá, Crato, Massapê, Paracuru e outros municípios. Para a professora Raimunda Magalhães, que representou a Universidade de Fortaleza (Unifor) no seminário de terça, a iniciativa vem num momento em que é preciso disseminar conhecimento. "Tem que juntar as forças pra que, daqui a uns cinco anos, a gente tenha um número reduzido de violência contra a mulher. Quase todo dia a gente escuta que uma pessoa foi violentada".
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"A gente tem 365 dias de ativismo constante, mas tem um momento em que é preciso parar pra denunciar mais. O Estado não está dentro da casa da mulher (violentada). Por isso, esses 16 dias são pra gente gritar, dizer que ela tem, sim, que denunciar, pra que a gente possa encorajar outras", ressalta a coordenadora especial de Políticas Públicas para Mulheres, Camila Silveira.
  
Dos maiores desafios desse enfrentamento, se destacam, além da difusão de conhecimento sobre as múltiplas formas de violência, a adesão dos homens enquanto agentes multiplicadores de proteção e a elaboração de uma estratégia específica de enfrentamento à violência contra mulheres que são expulsas de suas comunidades ou assassinadas por questões associadas a facções criminosas. "A gente só pode fazer com que o ciclo da violência se quebre se tivermos a mulher como protagonista do processo", assegurou Camila.
  
Taís Matos e Mariana Lacerda, da União Brasileira de Mulheres e da Marcha Mundial de Mulheres, respectivamente, aproveitaram o momento para pedir união e colaboração no sentido de engajar cada vez mais mulheres na luta por direitos. Taís, por exemplo, lembrou que ainda pouco se fala sobre violência obstétrica. "Acho complicado a gente não pautar isso". Mariana, por fim, garantiu: "Vamos continuar marchando até que possamos ser livres".
 
Clique aqui para conferir programação completa do "16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero".
 

Luana Severo

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