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Fortaleza
Violência

Polícia Civil investiga denúncia de estupro contra universitária; Unifor repudia caso

A vítima de 33 anos foi encaminhada para exame de corpo de delito na Perícia Forense do Ceará (Pefoce). Estudantes realizam ato de repúdio nesta sexta. OAB diz que crime aconteceu "aparentemente por motivações políticas"

11:20 | 26/10/2018
Atualizada às 16h08min
 
A denúncia de estupro de uma estudante da Universidade de Fortaleza (Unifor) nos arredores do campus, no bairro Edson Queiroz, está sendo investigada pela Polícia Civil por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A informação é da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). 

Segundo nota da SSPDS, a vítima, de 33 anos, foi encaminhada para exame de corpo de delito na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e logo depois levada à uma unidade de saúde, na noite dessa quinta-feira, 25. Segundo a Polícia, "mais detalhes serão repassados em momento oportuno para não comprometer os trabalhos policiais". A mesma vítima tinha registrado um Boletim de Ocorrência por injúria, na última terça-feira, 23. O caso também é investigado pela DDM.
 
A Unifor divulgou nota repudiando "qualquer ato de violência" e se solidarizando com a vítima. A universidade afirma que está acompanhando a situação junto às autoridades e diz que os apoios jurídico e psicológico da instituição estão a disposição da estudante "mesmo que o assunto em voga não tenha ocorrido no campus". 
 
Em nota, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - Ceará (OAB-CE) informou que o crime aconteceu "aparentemente por motivações políticas". "A aluna já havia comunicado as ameaças que sofria há vários dias às autoridades competentes, mas infelizmente a ameaça se concretizou", diz o texto. "É lamentável e repugnante o nível que se chega nessas eleições. É preocupante o empoderamento de grupos que repercutem o discurso de ódio", lamentou a comissão da OAB. O grupo cobra "apuração célere" do caso".

O Observatório da Intolerância Política e Ideológica do Ceará está acompanhando o caso. Por meio de nota, o grupo afirma que "todos os procedimentos cabíveis" nas esferas legal e criminal estão sendo tomados para identificar os autores do crime. 

"Os detalhes do caso são sigilosos em respeito à privacidade e à segurança da vítima", afirma o observatório, formado pela Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPE-CE), Defensoria Pública da União no Ceará (DPU-CE), OAB-CE e pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDH).
 
Em nota publicada na tarde desta sexta-feira, 26, o Ministério Público do Ceará (MPCE) informou que o "Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), tem mantido contatos com a Polícia Civil, estando à inteira disposição para colaborar com o que for necessário para o pleno esclarecimento do caso e para garantir que os responsáveis respondam por seus atos na forma da lei". A instituição ainda ressaltou repudiar "todas as formas de violência contra a mulher" e reafirmou o "compromisso na defesa e promoção dos direitos humanos". 
 
 
 
Confira nota da Unifor sobre o caso:
 
A Universidade de Fortaleza repudia qualquer ato de violência e se solidariza com as vítiimas, em quaisquer circunstâncias, dentro ou fora do campus. Sobre o caso exposto na mídia nas últimas horas envolvendo uma aluna, a Unifor está tomando as medidas cabíveis junto às autoridades competentes e coloca a sua estrutura de apoio jurídico e psicológico para acompanhamento, mesmo que o assunto em voga não tenha ocorrido no Campus. Reiteramos o compromisso da instituição de preservar as identidades de todos os envolvidos até que as questões sejam esclarecidas.

GABRIELLE ZARANZA | MATHEUS FACUNDO