Presídio para onde Deusmar Queirós foi transferido não tem celas individuaisNotícias de Fortaleza 

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Presídio para onde Deusmar Queirós foi transferido não tem celas individuais

A unidade é a mesma onde está preso, desde fevereiro deste ano, o empresário José Newton Lopes de Freitas, proprietário das empresas do Grupo Oboé

12:33 | 09/09/2018
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Após se apresentar na sede da Polícia Federal, no bairro Aeroporto, entre o fim da noite de ontem e a madrugada deste domingo, 9, o empresário cearense Francisco Deusmar de Queirós, fundador do Grupo Pague Menos, foi transferido para a Unidade Prisional Irmã Imelda, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O POVO apurou que a transferência ocorreu por volta das 3 horas da manhã.

A unidade é a mesma onde está preso, desde fevereiro deste ano, o empresário José Newton Lopes de Freitas, proprietário das empresas do Grupo Oboé. Newton foi condenado, em primeira instância, a 32 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, em regime fechado, também por crimes contra o sistema financeiro do Brasil.
[SAIBAMAIS]
Não há xadrezes individuais no presídio. Todas as celas são coletivas e mantém o mesmo padrão, com piso e camas de cimento batido, com colchões de espuma, e banheiro com latrina rente ao chão. O prédio é considerado, contudo, um dos menos insalubres do Estado.

Inaugurado em julho de 2016, com capacidade para 200 internos. O perfil dos presos mantidos no local inclui pessoas com idade mais avançada, cadeirantes, estrangeiros e aqueles que respondem à Lei Maria da Penha.

Aos detentos, é oferecido atendimento multidisciplinar diário, com psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras e serviço de clínica médica e nutrição, além de atividades, como oficinas e palestras de conscientização, tendo como foco a ressocialização.

Deusmar Queirós foi condenado a 9 anos e dois meses de prisão. Ele e mais três pessoas - Ielton Barreto de Oliveira, Geraldo de Lima Gadelha Filho e Jerônimo Alves Bezerra, que também estão na prisão - foram condenados pela Justiça Federal por crime contra o sistema financeiro. Eles teriam lucrado pelo menos R$ 2,8 milhões com compras de ações sem autorização do Banco Central.

O POVO entrou em contato com a assessoria de imprensa do Grupo Pague Menos, que se manifestará, por meio de nota, no decorrer do dia.

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