PUBLICIDADE
Fortaleza
Tragédia

Morta em abordagem policial, Giselle concluiria segunda graduação neste mês

Giselle era graduada em Pedagogia e estava em fase de conclusão do curso de Administração

21:09 | 12/06/2018

Gisele (Foto: reprodução/ Facebook)
 

Giselle Távora Araújo, de 42 anos, morta durante abordagem policial nessa segunda-feira, 11, na avenida Oliveira Paiva, bairro Cidade dos Funcionários, concluiria sua segunda graduação no próximo dia 28, no curso de Administração, quando participaria da colação de grau, na Universidade de Fortaleza (Unifor). Ela já era formada em Pedagogia.


No último domingo, 10, Giselle havia chegado de São Paulo, onde participou de um seminário que serviu como crédito para a finalização do curso de Administração. A vida da estudante era divida entre a graduação, as práticas esportivas, os dois filhos de 13 e 19 anos, e o marido, gerente de uma loja.


Todos moravam com a mãe de Giselle, na Cidade dos Funcionários. A universitária também era adepta aos esportes. A família ressalta que muitos colegas da academia foram até o velório para dar o último adeus. Ela participava de passeios ciclísticos e se interessava por atividade física.

Na sede da Perícia Forense, O POVO Online obteve a informação que a família autorizou a doação das córneas de Giselle. O corpo dela foi liberado por volta das 15h30min desta terça-feira, 12, e foi levado pelos funcionários da funerária. 


A tia de Giselle a descreve como uma pessoa animada. "É uma dor que a gente ainda não tá sabendo digerir. Ela era muito alegre, divertida, gostava de viver e aproveitar bem a vida. Toda vida ela foi muito extrovertida. Acompanha os filhos para tudo", relata. Na vizinhança, os moradores ainda estão perplexos com o que houve.

A comerciante Genilda Silva Dantas mora na casa vizinha, na avenida Desembargador Gonzaga, há aproximadamente 18 anos, e relata que quando começou a morar ali, Giselle já residia na casa. Ela diz que os moradores souberam que uma mulher havia sido baleada na avenida Oliveira Paiva, durante uma abordagem policial, no entanto, não sabiam que se tratava de Giselle. Pela manhã, a movimentação intensa na casa chamou atenção da vizinhança, que  recebeu a informação.

Local do crime. (Foto: Alex Gomes/ Especial para O POVO)

No local do crime, na avenida Oliveira Paiva, em frente à Companhia de Desenvolvimento do Ceará, ainda havia sangue na pista, Funcionários que saíam das empresas e reparticões públicas pediram para não serem identificados e reclamaram da falta de segurança. Afirmaram que assaltos eram constantes na parada de ônibus.  

 

Redação O POVO Online