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Júri inocenta "Júnior Playboy" por crime de homicídio em Fortaleza

O réu era acusado de ter matado Johne Medeiros de Sousa no dia 17 de outubro de 2007, no bairro Vicente Pinzón

12:07 | 18/06/2018

O réu Daniel Júnior dos Santos Silva, conhecido como “Júnior Playboy”, foi declarado inocente em julgamento realizado nesta quinta-feira (14/6), no Fórum Clóvis Beviláqua. A decisão foi do Conselho de Sentença do 2º Tribunal do Júri, presidido pelo juiz José Ronald Cavalcante Soares Júnior.

 

Durante a sessão, uma testemunha apontou outra pessoa como sendo o autor do crime. Por essa razão, o Ministério Público do Ceará (MPCE) não sustentou a acusação e pediu a absolvição do acusado.

 

Conforme o processo, Daniel era acusado de ter matado Johne Medeiros de Sousa no dia 17 de outubro de 2007, na avenida dos Jangadeiros com rua Murici, bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza. 

 

Em 2016, a operação Vera Pax, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), havia determinado a prisão preventiva de Daniel Júnior dos Santos Silva. A operação investigava a união de facções criminosas no bairro Vicente Pinzón. Segundo o MPCE, a organização criminosa atuava dentro e fora de presídios ordenando assassinatos, tráfico de drogas, roubos de veículos e homicídios para consolidar território em comunidades no bairro. 

  

Em janeiro de 2017, Daniel Júnior dos Santos Silva organizou o seu próprio plano de fuga e entrega de armamento pelo aplicativo Whatsapp, enquanto estava preso na penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba. O plano foi descoberto pela polícia.

 

A ação criminosa foi planejada para ocorrer durante audiência de "Júnior Playboy" no Fórum Clóvis Beviláqua e foi mediada por uma adolescente de 17 anos, responsável por levar as armas até um posto de combustível em um táxi. Ainda preso, o réu foi indiciado por associação criminosa e corrupção de menores. Ele já respondia a três crimes de homicídio e dois de roubo. Na ocasião, foram presos o taxista Henrique Oliveira Gomes, sem antecedentes criminais, além de Luís Carlos da Silva Melo e Francisco Océlio Mendes da Silva. 

 

Redação O POVO Online 

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