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Até fechar acordo, Unimed se compromete a dobrar sessões terapêuticas para crianças com autismo

20:08 | 04/06/2018
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A Unimed Fortaleza irá dobrar o número de sessões terapêuticas oferecidas às crianças diagnosticadas com Transtornos do Espectro Autista (TEA). O juiz da 39ª Vara Cível de Fortaleza, Zanilton Batista de Medeiros, determinou que pais e representantes da empresa tenham reunião de conciliação na próxima segunda-feira, 11. No último mês, a Defensoria Pública do Estado do Ceará impetrou ação civil pública solicitando a ampliação dos atendimentos e a Unimed sugeriu dobrar as sessões até que se chegue a um acordo. 

Conforme os defensores públicos, os pais requisitaram várias vezes autorização do plano de saúde para tratamentos envolvendo fonoaudiologia especializada, psicomotricidade relacional, terapia ocupacional individual, terapia ocupacional com ênfase em integração sensorial e psicologia com método ABA (Applied Behavior Analysis). Contudo, os pedidos foram negados. A estimativa dos familiares é de que 115 crianças sofriam com a falta de cobertura do plano. 

“Um número grande de pais começou a procurar a Defensoria, uns ajudando aos outros, até que pensamos na ação civil pública”, disse a enfermeira Raquel Martins, uma das mães do grupo. Segundo ela, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabelece limite mínimo de sessões para cada tipo de terapia. A enfermeira alega que a Unimed Fortaleza coloca como quantidade máxima o número de sessões imediatamente superior ao estabelecido pela reguladora. Sessões para além das ofertadas pelo plano de saúde eram pagas pelos familiares. 

“No meu caso, eu pagava R$ 200 por semana, tinha pai que pagava R$ 400, sem condições, fazendo empréstimo. E, se não fizermos isso, o maior prejuízo é a regressão da criança ao tratamento”, disse. Apesar de sinalizar a flexibilização, os familiares têm outras demandas para a empresa. Para eles, o limite de sessões seja extinto, não dobrado. “Quem deve dizer quantas sessões a criança deve ser submetida é o médico, não a Unimed”, criticou a enfermeira. 

Demandas

Ela pede ainda que a Unimed Fortaleza seja obrigada a ampliar a rede de atendimento às crianças diagnosticadas. “Pedimos o credenciamento de outras clínicas. São poucas as que fazem o tratamento, tem dois locais, são lotados e ficamos nessa batalha. São mais crianças recebendo o diagnóstico e não tem vaga”, disse. 

Em nota, a Unimed Fortaleza informou que preza pela transparência e ética no cumprimento de suas funções e deixa claro que segue as normas definidas pela ANS no que se refere à quantidade de sessões para pacientes com transtorno do espectro autista.
 
Redação O POVO Online 

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