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Greve dos professores de Fortaleza é suspensa

A greve durou 22 dias mesmo com decreto de ilegalidade da Justiça. No acordo, porém, a Prefeitura aceitou não executar a multa de R$ 10 mil por dia. Calendário de reposição de aulas será definido

18:11 | 10/05/2018
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Atualizada às 19 horas
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Reunião determinou suspensão da greve dos professores da rede municipal de ensino, em Fortaleza. Representantes da categoria docente, setor jurídico da Secretaria da Educação e da Câmara Municipal reuniram-se nesta quinta-feira, 10, e acordaram calendário de atendimento às reivindicações dos grevistas.
 
[SAIBAMAIS] 
A greve durou 22 dias mesmo com decreto de ilegalidade da Justiça. No acordo, porém, a Prefeitura aceitou não executar a multa de R$ 10 mil por dia de greve, o que custaria R$ 200 mil aos cofres do sindicato (contabilizando desde o decreto, no último dia 20).
 
Gardênia Baima, da direção do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), considera que a greve atingiu os objetivos da classe. “Demos um largo passo. Greve é instrumento de mobilização que foi preservado e reconhecido. Foi importante a resistência da categoria, a qual sai fortalecida”, completa. 

De acordo com Gardênia, a greve foi suspensa com calendário de mobilização e nesta sexta-feira, 11, reunião entre representantes do comando de greve com o prefeito Roberto Cláudio (PDT) deve formalizar o acordo.
 
Ganhos
Os grevistas pediam melhorias na infraestrutura nas escolas, reajuste salarial compatível com a lei do piso dos docentes e o pagamento das pecúnias, remuneração relativa a licenças anuais, dentre outras questões. Além das conquistas dos professores, assistentes da Educação Infantil (profissionais das creches municipais) também serão beneficiados.  
 
Do reajuste de 6,81%, além da inflação, foi pago 2,95%. O restante será pago em duas parcelas de aproximadamente 1,9% no segundo semestre. Outros pontos foram a readaptação funcional a professores com problemas de saúde e aceleração da regulamentação da lei que garante redução de 50% na jornada de profissionais que têm filhos com necessidades especiais. 
 
Quanto às pecúnias, serão três lotes ainda em 2018: junho, agosto e setembro, com retomada dos pagamentos em janeiro de 2019. Por fim, foi acordado que nenhum grevista será punido, assim como será elaborado calendário de reposição das horas/aula que os estudantes não tiveram desde o dia 18. 

“A Prefeitura negociou com a categoria ainda em greve. É reconhecimento da nossa luta. Tivemos autonomia para debates, incluindo pais e alunos”, finalizou Gardênia. 
 
Prefeitura 
A Secretaria Municipal da Educação (SME) confirmou que, na manhã desta quinta, recebeu a diretoria do Sindiute e apresentou como proposta à categoria reajuste de 6,81% no piso salarial dividido em três parcelas, garantindo a integralidade do Piso no 13º salário, extensivo aos assistentes da Educação Infantil. 

A proposta também contemplou o pagamento de cinco parcelas das pecúnias em 2018 (duas já pagas e três que serão pagas em junho, agosto e setembro), além de acordo de anistia da greve, com elaboração de calendário de reposição, dentre outras reivindicações.
 
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