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Policiais apagam pichações de facções e secretário diz que guerra de territórios ajudou inteligência

André Costa afirmou que siglas de facções em muros e ordem para "baixar vidros" e "tirar capacete" ajudaram a identificar territórios onde criminosos atuam

17:50 | 15/04/2018
André Costa ao lado de dois agentes de segurança, com muro pintado de preto e com marcas do Governo do Estado e do Ceará Pacífico
André Costa ao lado de dois agentes de segurança, com muro pintado de preto e com marcas do Governo do Estado e do Ceará Pacífico
[FOTO1]O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, postou no Instagram foto ao lado de muro no qual havia pichações com siglas de facções criminosas. No lugar, pintaram o muro de preto e colocaram a marca do Governo do Estado e do Ceará Pacífico. O muro fica no Conjunto Palmeiras. "Parte das ações é retirar essas marcas de bandidos", afirmou. 

O delegado afirmou que o aumento do conflito entre grupos rivais por territórios e mercado consumidor de drogas acabou ajudando a inteligência policial a delimitar os locais onde agem e a identificar pessoas envolvidas. "O que parecia um ponto forte está se mostrando a FRAQUEZA deles".
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De acordo com o secretário, os locais onde as facções se situam foram identificados com base em estatísticas sobre locais de mortes violentas, nas pichações com nomes do grupo criminoso, ordens de "baixar vidros", "tirar capacete", dentre outras. "Estávamos inertes? Claro que não, mas a atividade de inteligência age na surdina, sem a pirotecnia esperada pelos que nada entendem do assunto", afirmou.
[SAIBAMAIS]
André Costa elencou, no mesmo post, iniciativas que têm sido tomadas no combate aos grupos criminosos. Ele disse que a inteligência ajuda a desenvolver estratégias, com apoio na tecnologia. Os territórios mapeados passam a ter policiamento ostensivo. O Distrito de Polícia Civil da área passa a dar atenção específica ao local identificado. Em paralelo, ele ressalta ações de "prevenção social, fortalecendo a comunidade e atendendo às necessidades das pessoas, com mais educação, esporte, cultura, urbanização".

"Críticos de plantão"

o secretário reclamou dos "críticos de plantão", que, segundo ele, falam sobre trabalho de inteligência e sequer sabem o que é essa atividade, não sabem distinguir a inteligência policial da investigação criminal".

Inclusão social

André Costa salientou a necessidade de os policiais serem também agentes de inclusão social. Ele destacou que os profissionais de segurança compartilham com as comunidades as dificuldades enfrentadas, "que não se resumem ao problema da violência", conforme falou.

"Estamos conseguindo melhorar a inclusão social e a presença do Poder Público nessas comunidades, entendendo a segurança pública não só como uma questão bélica", escreveu o secretário.
 
Redação O POVO Online 
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